Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Colo]

É quando o despertador toca
Que mais tenho sono
Que mais quero colo
Que mais me assolo
Nos teus braços frouxos
Dormentes
Pendentes
Fingindo loucos
Infringindo o tempo
Me dê um beijo
Me aperte os ombros
Me prenda os joelhos
Me roube o fôlego
Fique mais um pouco

Segunda-feira eu não resisto
Eu te deixo dormindo
E saio de passo em passo
Mas carrego comigo
Teu sonho recheado
Pra eu comer devagarinho…
Como se tivesse sonhando acordada

Faço do teu sonho meu presente
Observo em silêncio
Sorrisos recentes
Resgatando histórias
Que já escrevi
Disfarço a tempo
Enquanto contemplo
Passos marcados
Que já escolhi
Talvez um dia você me diga
O que você realmente sente
Talvez numa segunda-feira fria
Você me abrace diferente
Talvez meu colo
Seja o teu corpo quente
Pra onde sigo sem rumo
…num desmaio…
E pauso os segundos
…de repente…
Pro futuro, de soslaio
…se esconder no poente


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: painting by @marjoleincaljouw

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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