Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Insônia]

Você me acordou com um verso novo
Um verso questionando o que era o sonho
Um verso que me abraçou gostoso
E me girou e me torceu e me virou num oito
Como se eu fosse uma boneca de pano
Esperando a segunda-feira 

Você questiona se o sonho vem por engano
Leve e livre, sem perguntas ou planos
E nem se dá conta que essa dúvida
É só uma pergunta boba
Que aparece no meio da tua insônia 
Anunciando a segunda-feira 

Porque sonho vem de propósito
Cada vez que fecho os olhos
E sinto teus beijos guardados
Aqui no céu da minha boca
Disfarçados de estrela e saudade
Adoçados com saquê e liberdade 

Se o sonho é um lugar sem dono
Lá a gente faz de conta
Que ainda é outono
E que a gente se ama 
Segunda-feira nos meus braços
Você encontra o sono
Segunda-feira eu me entrego
Pro teu poema cego
No meio da minha cama 

Não importa se é super lua 
Ou se é mistério 
Não importam os planos nem os desenganos 
Nas entrelinhas dos meus versos 
É que falo sério 

Segunda-feira eu confesso
Quando você me desequilibra
É quando mais te quero  
Feito boneca de pano com as pernas pra cima 
No meio da insônia, com frio na barriga 
Entre os desejos que não percebo 
E dos beijos que não recebo 
Segunda-feira eu confesso 
Quando fecho os olhos 
É você quem eu vejo 


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
Facebook | Twitter | Instagram | Pinterest | Youtube | Flickr | G+

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema: “Moonlight” by Claudio Souza Pinto

**

Loading spinner

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Mais poemas

07NOV2016

[Te devoro]

Há tempos observoteus olhares planos sempre em busca sempre insanos Há tempos penso  no meu sorriso boboque aparecedepois da terceira taçaenquanto você disfarça que não é nada e me deixa sem graça  Entre acordes te conservoquando lembro do teu beijo faz tempo que te desejoum filme qualquerque não acaba nunca teus beijos na minha nucasegunda-feira […]

31NOV2016

[Segunda-feira traiçoeira]

Deu raiva simNão sou fantocheOlha pra mimOlha aqui no meu olhoNão foge nãoTenho ascendente escorpiãoTenho fogo no ventreEntão não me atenteNão me sugueNão me useConheço o refrãoJá é outro diaMas a melancoliaAinda me apertaAqui debaixo da coberta Deu raiva simEu devia ter contadoQue aquele retalho rasgadoEra meu coraçãoBatendo abafadoNa tua solidão Deu raiva simDeu raiva […]

24OUT2016

[Ainda lembro]

ainda lembro como se fosse ontem música alta, perfume surrado, quase de porreainda lembro cada gargalhada come se fôssemos nobres lembro de cada palavra trocada que trocávamos e tentávamos nos entender e de cada passo trançado que trançávamos,tentando nos dissolver… ainda lembro da gente no meio de tanta gente estridente lembro como se fosse presente […]

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address