Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Behind the door]

Eu me despedacei
Pra te ter inteiro
Machuquei
Meu ventre feio
Segunda-feira abissal
Você não veio
Não me leve a mal
Me leve pra casa
Não diga nada
Me traga um copo
Bem cheio
Daquele whisky infernal
Com gosto de pântano
E deixe num canto
Pra eu bebericar
No teu colo
Enquanto eu me colo
E esfolo
Meu corpo insano 
Sem cerimônia
Nessa tua parcimônia
Que me dá desprezo
Segunda-feira
Eu tenho medo
Teu gozo
Minhas veias
Tua insônia
Minha cama
Que desperdício
Você é meu vício
Por que você não me chama?
Por que você não me escuta?
Eu falo baixinho
Eu falo com os olhos
Falo mentiras curtas
Enquanto cubro os seios
Falo frases inventadas
Quando a sinusite ataca
Eu falo de menos
Porque te quero demais
Onde estão as promessas vazias
que você não dizia?
Não me deixe assim
De olhos abertos
Behind the door
Eu quero teu sexo  
Só porque já sei de cor
Não me deixe assim
Sem nexo
Teus solos de guitarra 
Ainda ecoam dentro de mim
Perdidos aqui no meio 
De um vazio tão cheio
porque você não me agarra
Você não sabe de nada
Eu me despedacei
Pra te colar em mim
Mas a segunda-feira não veio 

– 

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: “the entry way”, 

a piece from the series ‘art of living’ from photographer gray malin who has conceptualized an iconic selection of mid-century modern furniture set atop a reflective mirrored platform — refracting an abstract tableau of both the pieces, and the surrounding landscape in the pristine turquoise waters of french polynesia. By situating stylized interior design elements in an unexpected outdoor setting, the series places natural and manmade beauty side-by-side, asking viewers to interpret the art of design in a new way.

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versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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