Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Semi-precioso]

Nem senti passar agosto
Justo agosto que é tão longo
Nem senti o tempo tosco
Justo quando veio o troco
Justo agosto, estreito, fosco

Nem senti a segunda-feira
daqui do quinto andar oposto
Nem senti o esforço
fingers, wrists, neck
pode apertar, eu gosto

Espere aí, moço
Justo agora eu ouço
e sinto
seu sussurro no meu rosto
e finjo

Justo eu
que quis tanto, tanto
apenas um encosto
pra apoiar o meu pescoço
no meio do seu alvoroço

  • semi-precioso

Nem senti passar agosto
Justo esse mês curioso
Justo eu, que nem torço
Pra chuva cessar
Ou pro filme acabar
Pois prefiro o infinito
em alto-relevo
se desprendendo do meu dedo

Segunda-feira eu venho
sem medo

– 

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
Facebook | Twitter | Instagram | Pinterest | Youtube | Flickr | G+

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema:

Inlaid with pearls, semi-precious stones, and gold, Macabre Gadgets creates high-relief adornments for your fingers, wrists, and neck. Referred to as “gadgets” by the makers, these bijoux are wrought in Kyiv, Ukraine. Having a marble-like surface similar to Greek statues, coral is predominately used to create these little sculptural forms. Along with plastics, bone, and metals, the coral is pressed into a velvety, creamy consistency. This is done by using chemical solutions on crushed coral, obtained in a way as to not harm the coral ecosystem. The result is the “bonded coral” that then can be sculpted into gadgets. Jewelry pieces have a timeless, classical quality, reminiscent of Gothic church art and architecture. More here.

**

Loading spinner

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Mais poemas

22AGO2016

[Between]

Será que você não percebiaque tudo o que eu faziaera pra te agradar? Eu tolerava teu dramatoda a semanaaté a chuva cessar Eu entendia tua angústiasegunda-feira acústicaum dia eu cansei de brincar Será que você nunca viu?A segunda-feira fugiunem a primavera vai voltar Eu fazia comida a maisdeixava teu cantinho em paze você achava espetacular […]

15AGO2016

[Por pouco]

As paredes, os pés descalços, o asfalto e toda a forma de amar. Os braços abertos a ponto de alçar voo, a ponto de perder o ponto, o ponto de encontro contra o corpo a contraponto, esperando o vento levar. Os olhos cerrados pela luz do sol que atravessa a cortina, tão fina, sorriem em […]

08AGO2016

[Sonho de Consumo]

by Rafael Ogeda Inovação, bens, tecnologiaA matéria me atrai, me iludeDesejos incontidos, letargiaBuscas vazias ou plenitude? Quero o que vejoSegunda-feira: novos desejosPelejo, rastejoSatisfações imediatas, lampejos Sonho de consumo mesmoÉ encontrar um verdadeiro amigoDos encontros não combinados, a esmoIntenso ou tranquilo, eu não ligo Que tenha minhas mesmas loucurasAmizade pueril, abraço desequilibradoConfiante, confidente, amante de aventurasE […]

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address