Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Alfaiataria]

Deixe-me costurar minha vida na tua
E admirar a estrela vespertina
Que ilumina meus sonhos de menina
E me leva pra rua

Deixe-me recortar as bordas do teu peito
Até achei que eu não tinha esse direito
Só que tem coisa que merece o meu bocejo
E minha fé pura

Fatos versus argumentos
Padecem no firmamento
A causa é nobre, eu entendo
Mas a batalha é podre

E muita coisa não tem preço
Muita coisa é só apreço
Muita coisa fica em segredo
Muito se quebra feito gesso

Se foi assim desde o começo
Eu faço um ponto e te costuro todo
Num novo ensejo
Vem comigo, vem ser meu aconchego

Só assim eu apareço
E aparento costurar teu futuro
No meu peito
Saudade, te despeço

Deixa que eu seja teu sossego
Segunda-feira te desejo
Enquanto padeço
Em teus lábios desfeitos…


❝ by Tina Teresapanicmonday


ilustração deste poema: Ukraine-based fine art photographer Oleg Oprisco’s imaginative photographs — featuring mysterious young women, fantastical props, and hazy, dreamy colors — evoke a strong sense of otherworldliness, as if they depict scenes from fairytales or ethereal realms.

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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