[Das coisas mortas pelo caminho…]

Da borboleta tenho dó:
o desfrute das asas coloridas
chega de repente, resplandecente.
Vê-la caída no chão reflete
a fatia de tempo cortada
pelo rasante final.
Da ratazana, que dizer?
Pelos amassados, olhos esbugalhados.
Fim trágico de uma corrida mal sucedida.
Da barata passo perto por mero descuido.
O que realmente quero
é que seu último suspiro fique longe
ou sou capaz de plantar bananeira no muro.
Das formigas que pisoteio,
melhor deixar de escanteio o pensamento
antes que venha um morcego.
Do passarinho, exclamo: “Oh!”
e fico imaginando
se foi acidente de percurso ou atropelo.
Da aranha, que drama.
A cidade invade e muita coisa nela mais não cabe.
A segunda-feira chama e tudo se reparte.
Be part. Not apart.
–
by @DiaboliqViolet
Leu, sentiu, pensou? Joga uma fagulha nos comentários.
[durma até sonhar, viva até acordar…]

![[compasso alado]](https://panicmonday.com.br/wp-content/uploads/2026/01/stills_238102_darren-sacks-200x300.webp)
![[pluribus]](https://panicmonday.com.br/wp-content/uploads/2026/01/pluribus-229x300.jpg)
![[Dezembro]](https://panicmonday.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image-272x300.png)
![[Sob a tela da janela]](https://panicmonday.com.br/wp-content/uploads/2025/12/f355a8583d3ef131dee994dbb95e879e3ac311d4-300x290.gif)
Deixe um comentário