Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Gatos pardos]

Meia-noite.
Os gatos pardos se esgueiram
pelas esquinas catando frestas.
E eu não me rendo. 

Quem seria o grande culpado
desse meu andar tremelicado?
Penso que o meu destino
seja querer sempre mais. 

But, don’t panic!
Traço rendas, sinto fome.
Qual é o seu nome?
Venha me contar o que fiz
para merecer esse andar.
E esse olhar.

Ou melhor: esse seu observar de soslaio.
Que me notifica mas me nega.
Que me prega peças sem costurar. 
A segunda-feira já vai começar.

Os momentos efêmeros que te roubei
justificam seus pulos inseguros
do chão ao muro?
Fico (mais) tonta.
Gatos não são inseguros. 

Estou pronta.
Sua cauda escaldada
me deixa desaTINAda.
Deslavada. Destravada.
Enquanto travo rimas de ninar. 

Melhor abstrair sem sondar.
E existir sem pensar.
Agora tanto faz.
Afinal, como ensina o poeta Chacal:
é proibido pisar na grama;
o jeito é deitar e rolar. 

Anything is better than nothing.
E sempre pode piorar.

 –
by @DiaboliqViolet

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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