Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Alma calma]

Nem precisa um turismo por dentro de mim
pra saber que minha alma não é calma.
Tranquila, sim; equilibrada, um pouco;
coerente, certamente;
desatinada, sempre.

Mas calma, nunca. 

Guardo risadas que não dei,
lágrimas que não derrubei.
Vou lavar os cabelos e já volto,
algo que eu comi pesou no estômago,
vai virar rotina isso agora? 

Segunda-feira não demora.

Vou tomar água
enquanto falo em letra cursiva,
pra ninguém entender. 

Tanta gente me quer bem,
tanta gente que nem vem,
tanta gente que aparece
e a festa corre solta,
vamos brincar de quermesse?
Vamos saltar nuvens?
Vamos voar e sair de dentro da gente,
brincar de para-pente
e espalhar pasta de dente? 

– by @DiaboliqViolet

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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