Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Ardil]

A lua tá
cheia de novo,
Mas o meu
coração tá vazio 

Segunda-feira
eu escolho
Se fujo,
demoro ou me arrepio 

A lua tá
cheia de novo
E enquanto a
admiro,
Me sobe um
calafrio 

Segunda-feira de molho
Aperto no
peito
Vendaval tardio  

Lua cheia
não tem gosto
Mas tem um
desejo imperfeito
De nadar no
rio  

Segunda-feira no meu rosto
A luz da lua
a frio  

Coração indisposto

Em algum
lugar a fio  

Lua cheia,
eu te mostro
Me falta ar
em abril
Me falta
amar
Me falta
sonhar com teu brio
Me falta
mergulhar
Respirar
Me embriagar
no teu ardil  

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: photo by

hawaii photographer * media management fashionshow producer * fashion merchandising
@samantheeyo

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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