Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Das coisas mortas pelo caminho…]

Da borboleta tenho dó:
o desfrute das asas coloridas
chega de repente, resplandecente. 

Vê-la caída no chão reflete
a fatia de tempo cortada
pelo rasante final. 

Da ratazana, que dizer?
Pelos amassados, olhos esbugalhados.
Fim trágico de uma corrida mal sucedida. 

Da barata passo perto por mero descuido.
O que realmente quero
é que seu último suspiro fique longe
ou sou capaz de plantar bananeira no muro. 

Das formigas que pisoteio,
melhor deixar de escanteio o pensamento
antes que venha um morcego. 

Do passarinho, exclamo: “Oh!”
e fico imaginando
se foi acidente de percurso ou atropelo. 

Da aranha, que drama. 

A cidade invade e muita coisa nela mais não cabe. 
A segunda-feira chama e tudo se reparte.

Be part. Not apart.


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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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