Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Concumbina]

Doeu… 
quando
aquilo
que eu apenas lia nos teus olhos
se tornou palavra 

Seria
eu… 
tua
concubina distraída,
independente e atrapalhada…
ocupando tuas noites rasas?

Eu sempre
soube…
pra você
é indiferente
se estou triste, alegre ou carente 

Se nunca
estou nos teus pensamentos
nem na escolha do presente…
Não pense
que eu sonho
com um futuro latente 

Porém, me
dói 

A ideia
de não te ter me dói 
Escrever
pra outro alguém me dói 
Dormir
sem teus beijos me dói 
Não
encontrar teus dedos debaixo do travesseiro me dói 
Esquecer
teu cheiro me dói 
Saber que
nunca fui teu maior desejo me dói 
A segunda-feira
me corrói 
A verdade
arde 
Há em mim
um amor inteiro 
Que me
parte em dois 
Não me
deixe só 
Não me
encante em Dó 
Quando eu
choro em Mi 
Não me
dobre ao meio 
Nem me
lembre do depois 
Segunda-feira eu tenho 
Uma
ferida no meu peito 
Uma
ferida aberta 
Me
mantendo alerta 
Uma
ferida quente 
Me
dizendo sempre 
Que você
me dói 

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet 

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ilustração deste poema:

sketch by Hayley Welsh Artist

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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