Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Desenho]

Deixa, vai, só um pouquinho
Prometo que não vai doer
É só um risquinho, você vai ver

Deixa eu te pintar
Com meu cheiro de sossego

Deixa que o toque, o suor e o enfoque
Nos enforque, nos troque, nos mostre

Deixa, vai, tem que ser agora
Quero te marcar
Te invadir, te dedicar
Quero te escrever
Com minha letra viciada
Te entorpecer
Fumaça borrifada
Suspiros azuis
Teu vento é meu sustento
Teu tempo me devora

Deixa eu te desenhar
Numa prece sincera
Na beira da minha janela

Deixa, vai, de segunda a segunda
Eu te desenho e você me inunda

Meu coração é feito de tinta
Eu te desenho e você me pinta

Deixa eu te rabiscar inteiro
Com todos os meus devaneios
Deixa eu te carimbar
Com meu dasatino
Vem ser meu destino

Sou menina e traço poemas
Se eu te desenho,
É você meu menino?


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: Emptying Gestures by Heather Hansen, a contemporary performance artist and dancer in New Orleans, who has come up with an elegant and creative way to capture her dancing motions on paper – she gets up-close and personal with a big piece of paper and some charcoal.

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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