[Desprendimento]

Se não consegues sentir o sabor da chuva nas uvas que colhes, procure comê-las enquanto ainda forem flores e carreguem no ventre minhas lágrimas circenses.
Se queres um dia te tornar, perdidamente uma rosa, desista de tentar perfumar e aprenda a aquecer, só aquecer, indiscriminadamente o luar. Livra-te em mim, banha-te com meu néctar, embriaga-te. Descubra-te de todos os teus desprazeres e desvenda-te em mim. Carrego o perfume do jasmim por tudo o que jaz em mim.
Sem corpo, sem crença, teu fogo me alimenta e a segunda-feira me tormenta, arrebenta, ostenta e fere os pecados com flechadas de porquês. Queria agora um gole de saquê pra chorar sobre as nuvens enquanto os vaga-lumes dançam sobre teus costumes.
Queria agora desvendar todos os teus “ses”.
Se a vida é breve, me carregue. Se o corpo pede, seja leve. Se o tempo tarda, não seja fogo de palha. A fala falha e a segunda-feira chega feito navalha.
—
by Tina Teresa | @DiaboliqViolet
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ilustração deste poema: The bloody Chamber, by Roberto Lanznaster.
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