Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[earresistable]

Você ouve tudo o que eu falo
Você sabe tudo o que eu sinto
Mesmo quando eu me calo
E toco o assunto a fundo
Ou faço de conta que minto
Com afinco

Você chove no molhado
Enquanto aquece meu sossego
Te cheiro, te vejo, te mexo
Tudo o que eu preparo
Te deixo
No meio de um abraço

Faço chá, faço festa,
Ainda há tanto o que me resta
Se for café, tudo bem
Chocolate com canela também
Cada história lhe convém
Vem que tem

Agora não conte nada pra ninguém
Não conte nada do que lhe digo
Pois falo no teu ouvido
Entre um gole e um suspiro
E confio no teu silêncio
Imenso

Pode deixar que eu me viro
Segunda-feira eu grito
Meu segredo está contido
Sei que é irresistível
Mas eu respiro
… eu giro


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
Facebook | Twitter | Instagram | Pinterest | Youtube | Flickr | G+

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema: every day our mugs listen and give us their warmth. They are our soulpeace keepers. Um chá ou café quentinho podem ouvir muitas histórias. Chamada de ‘uho’ (palavra russa que significa ‘orelha’), esta caneca foi criada por Pavel e Maria Sidorenko, ele designer de produto e ela ceramicista e designer gráfica. “Our aim is to create functional and playful products that retains its simplicity, interacting with the space and user. To create not only incorporate pragmatic necessity, but also transmit an emotional quality within the everyday environment”, they say.

**

Loading spinner
[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Leu, sentiu, pensou? Joga uma fagulha nos comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address

Mais poemas

  • [compasso alado]

    [compasso alado]

    _ então fica assim não engula as perguntas para seguir em passo nem passe mais um ano descalço engula apenas pra fazer pazes e dar passagem pra segunda-feira que insiste em se atravessar algumas perguntas não sabem esperar outras só amadurecem no estômago  e tem as que pedem tempo e seguem sem alarde sem rótulo…

  • [pluribus]

    [pluribus]

    _ A segunda-feira não chega sozinha Vem carregada de restos do domingo, listas mentais, promessas reaproveitadas, desejos que ainda bocejam com gosto de cozinha Segunda-feira é acúmulo em movimento Um dia que já nasce atravessado por vozes, tarefas, vontades contraditórias Café da manhã com cheiro de tormento Por isso ela assusta e seduz Por isso…

  • [Dezembro]

    [Dezembro]

    Dezembro. A sexta-feira do ano Um mês em combustão lenta que não termina: incandesce Mesmo por debaixo dos panos É quando as promessas ficam com cheiro de papel novo E as pendências querem estacionar no calendário antigo De novo? Dezembro é festa e balanço É febre de fechamento ,é luz piscando antes do corte, é…

  • [Sob a tela da janela]

    [Sob a tela da janela]

    Sob a tela da janela A viagem segue lenta A paisagem acalenta O céu esquenta o coração   O tempo dobra os quilômetros Costura nuvens e estradas Cada olhar encontra pouso Cada pausa vira mirada   Na imensidão   Sob a tela eu ensaio Um passo enfadonho Talvez um sonho Um recomeço, um pouco  …