Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Entre entranhas]

Olhe aqui pra dentro de mim
Olhe o que está escrito na minha mão
Olhe entre minhas entranhas
Diga se tudo o que vivemos foi em vão
Diga
Diga que não me ama
Diga que a segunda-feira chama
Que a chama consome
E o futuro some
por entre meus dedos
a esmo
agora mesmo
sem magia, sem utopia, sem tesão

Olhe aqui pra mim
Olhe e não fuja
Abra essa boca suja
e diga
Diga toda a verdade
Diga que não sente saudade
e que não me vê nas estrelas do céu
nem nas centelhas do papel
do cigarro caído de lado
nos seus lábios mofados…
Diga que fui cruel

Ei, olhe pra mim
Leia minha mão
Adivinhe meu destino
Não dá nada não
Eu sei, às vezes eu desatino 


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema:

arte criada por Lisha Simpson, que exibe em seu Instagram técnicas de ilusão e 3D em imagens impressionantes.

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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