Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Fantasia]

Acabou o carnaval
Mas teu disfarce ainda rima
Et cétera e tal
Tudo bem, eu vou por cima
Apoteose surreal

Hirtos lábios
Momentos nulos
Fantasia especial
Apetrechos fulos
Gula, fogo, folguedo sábio

Vicissitude simulada
Ninfas enlaçadas
Calafrio de vozes sombrias
Salivas arredias
Guelras frias

Guerras minhas
Segunda-feira colossal
Curvatura tua
Destroços sem igual
Meus ossos chiam

Então dance
Deixe que o corpo balance
Acabou o carnaval
Be panic, acabou o romance
Marchinha infernal

Então, vem, me contamina
Darei-te tudo, não me cobres
Acabou o carnaval
Mas teu disfarce ainda me consome
Não precisa fechar a cortina

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
Facebook | Twitter | Instagram | Pinterest | Youtube | Flickr | G+

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema: Basée en République Tchèque, la photographe Bara Prasilova possède un univers féminin, pastel et empli de doux rêves. C’est avec une bonne dose de surréalisme et d’inspiration qu’elle met en scène des femmes pourvues de longues tresses dans des situations renversantes. Elle alterne entre ce genre de mise en scène loufoques et des images poétiques en pleine nature.

**

Loading spinner
[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Leu, sentiu, pensou? Joga uma fagulha nos comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address

Mais poemas

  • [compasso alado]

    [compasso alado]

    _ então fica assim não engula as perguntas para seguir em passo nem passe mais um ano descalço engula apenas pra fazer pazes e dar passagem pra segunda-feira que insiste em se atravessar algumas perguntas não sabem esperar outras só amadurecem no estômago  e tem as que pedem tempo e seguem sem alarde sem rótulo…

  • [pluribus]

    [pluribus]

    _ A segunda-feira não chega sozinha Vem carregada de restos do domingo, listas mentais, promessas reaproveitadas, desejos que ainda bocejam com gosto de cozinha Segunda-feira é acúmulo em movimento Um dia que já nasce atravessado por vozes, tarefas, vontades contraditórias Café da manhã com cheiro de tormento Por isso ela assusta e seduz Por isso…

  • [Dezembro]

    [Dezembro]

    Dezembro. A sexta-feira do ano Um mês em combustão lenta que não termina: incandesce Mesmo por debaixo dos panos É quando as promessas ficam com cheiro de papel novo E as pendências querem estacionar no calendário antigo De novo? Dezembro é festa e balanço É febre de fechamento ,é luz piscando antes do corte, é…

  • [Sob a tela da janela]

    [Sob a tela da janela]

    Sob a tela da janela A viagem segue lenta A paisagem acalenta O céu esquenta o coração   O tempo dobra os quilômetros Costura nuvens e estradas Cada olhar encontra pouso Cada pausa vira mirada   Na imensidão   Sob a tela eu ensaio Um passo enfadonho Talvez um sonho Um recomeço, um pouco  …