Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Entre trocas e sonhos]


À medida que another panic monday se aproxima, meu receio de que o dia não fosse grande o bastante para todos os meus sonhos tirava meu sono. 

Como sonhar sem dormir? 

Como relaxar e dormir se tantos sonhos me povoam? 

Como esperar a segunda-feira me ferir?

Já sei, vou aproveitar para levar o lixo pra fora. Não, o zelador só abre a portinha às 8h. Como assim, são apenas 3h? Dorme, criatura. Trocar a roupa de cama logo que levantar, dará tempo? 

Quero tanto colocar a fronha do conjunto do edredom novo que eu ainda não usei… E as neosaldinas que eu comprei da última vez? Já tomei todas e não lembro? Guardei em algum lugar, só pode. Mas onde? Será que ficaram na bolsa vermelha? 

Não, não vou levantar pra ver isso agora. Senti dor de cabeça antes de dormir. Senti fome também. E preguiça, muita preguiça. Tive vontade de dormir cedo, mas não fui. E ainda assim fico acordando de tempo em tempo confusa por não ter o que planejar. 

Sério. 

O domingo foi intenso, ainda sinto o cheiro. Se o que eu queria que fosse já tinha sido, o que esperar? Começa logo, dia tenso. 

5h ainda? Vou meditar. E me ditar alguns sonhos só pra ver no que dá. Lençóis cinza vão combinar. 

 –
by @DiaboliqViolet

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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