Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Incompletude]

De
repente a gente lembra
De tantas
lendas 
Tantos
momentos 
Perdidos
no tempo 

De
repente faz sentido 
Mudar o
destino contigo 
Repetir
histórias 
Pra criar
outras memórias 

De
repente a segunda-feira 
Chega de
bobeira 
Trazendo
um pouco de frio 
Pra gente
fugir do vazio 

De
repente eu quero 
Apenas um
sonho sincero 
Trançando
nossas pernas 
Debaixo
das cobertas 

Simplesmente
de repente 
A gente
se conhece desde sempre 
E a segunda-feira
é um presente 
Perdida
Num tempo
displicente 
Que
abriga 
Esse frio
na barriga
Por vezes
áspero
Impávido  
Por vezes
apenas inocente 
Numa
incompletude independente

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
facebook | twitter | instagram

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema: This was as far as

glenn_arthur_art

got during his live painting at @moderneden

**

Loading spinner
[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Leu, sentiu, pensou? Joga uma fagulha nos comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address

Mais poemas

  • [compasso alado]

    [compasso alado]

    _ então fica assim não engula as perguntas para seguir em passo nem passe mais um ano descalço engula apenas pra fazer pazes e dar passagem pra segunda-feira que insiste em se atravessar algumas perguntas não sabem esperar outras só amadurecem no estômago  e tem as que pedem tempo e seguem sem alarde sem rótulo…

  • [pluribus]

    [pluribus]

    _ A segunda-feira não chega sozinha Vem carregada de restos do domingo, listas mentais, promessas reaproveitadas, desejos que ainda bocejam com gosto de cozinha Segunda-feira é acúmulo em movimento Um dia que já nasce atravessado por vozes, tarefas, vontades contraditórias Café da manhã com cheiro de tormento Por isso ela assusta e seduz Por isso…

  • [Dezembro]

    [Dezembro]

    Dezembro. A sexta-feira do ano Um mês em combustão lenta que não termina: incandesce Mesmo por debaixo dos panos É quando as promessas ficam com cheiro de papel novo E as pendências querem estacionar no calendário antigo De novo? Dezembro é festa e balanço É febre de fechamento ,é luz piscando antes do corte, é…

  • [Sob a tela da janela]

    [Sob a tela da janela]

    Sob a tela da janela A viagem segue lenta A paisagem acalenta O céu esquenta o coração   O tempo dobra os quilômetros Costura nuvens e estradas Cada olhar encontra pouso Cada pausa vira mirada   Na imensidão   Sob a tela eu ensaio Um passo enfadonho Talvez um sonho Um recomeço, um pouco  …