Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Intriga]

É legal escrever teu nome no vento
E rebolar entre o ir e o não ir
É legal pensar em você de madrugada
Sonhando acordada
Com as paisagens que te prometi

Só não é legal esperar
A segunda-feira marcada
Debruçada na sacada
Com a camisola amassada
Até você se decidir

Quero compartilhar momentos
E te trazer pra minha vida
Mas você só fica se escondendo
Revidando minhas investidas
E dando mãos ou até beijos
Só quando não tem ninguém vendo
Será que você não tá nem aí?
Tá esperando o circo cair?
Ou será que tem vergonha de mim?

Por que você não me convida
Pra passear, viajar,
Ficar de pernas pro ar?
Por que você não me abriga
Nos teus abraços descalços
Divididos entre a terra e o mar
Entre o trabalho e o sonho
Entre o orvalho e nossos demônios?
Por que você não me atira
De cabeça, mesmo sem destreza
Pra dentro da tua vida?
Chega de me chamar só de amiga
Já passou do tempo da gente se amar

Toda a segunda-feira a mesma intriga
Será que você vai me ligar?
Quando será que vai chegar o dia
Daquele frio na barriga
Fazer a gente voar?
O passado quer repousar
O futuro bate na porta todo dia
Você me fascina
Mas sempre insiste em me deixar
Sozinha na esquina
Sem sina
Esperando
A segunda-feira acabar

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet 

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ilustração deste poema:

Art by Rita Renoir

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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