Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Liberdade]

Chega
de perder peças por aí, chega de quebrar cabeça, de dormir sem rumo de buscar o
fundo do poço sem rosto. Dito posto, deite-se no meu ombro e encontre um lugar
pra ficar. A rotina a gente inventa, não tem problema, pode até chorar na
praia, depois a gente seca o que sobrar e começa tudo de novo enquanto o almoço
aquece no forno, não saia.

Ah, segunda-feira, não me distraia.

O
amor é emergente, my darling. De urgente, só tatuagem. Yes, I’m single. And you’re gonna have to
be amazing to change that. Não, eu não brinco. Quero me encantar pelos teus
olhos e pelo teu jeito de andar; pelos teus sonhos e por tudo o que vive no teu
caminhar. Pro teu voo insano impulsionar nossos planos, morder meu pescoço,
amassar meu dorso e declamar sacanagem.

Na
segunda-feira a gente aprecia a paisagem.

Não
sei se por tudo isto ou se por algo que não se explica. Só sei que quando você
me toca, meu coração sai da toca e troca sigilo por tapioca. E aquele tempo…
Ah, aquele tempo adolescente que armazenava paixões chega de repente sem
esperas sem serpentes, porque o presente nos pertence.

Segunda-feira eventualmente.

Por isso me encravo nas covas do teu sorriso, não te olvides, o
que importa são as conquistas e a vontade que vem quando você me visita. E se
nem sempre formos de todo sinceros, pode ser que uma hora a verdade nos
sobre e a mentira nos falte. Amor
é liberdade. 

E a segunda-feira traz saudade.


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: coleção ReturnToTiffanyLove em prata de lei by
Tiffany & Co.

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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