Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Minha vez]

Ai, que preguiça 
Não precisa se justificar, coração 
Não precisa explicar o seu não 
A vida acontece agora 
Não tenha medo do furacão

Relaxa, me avisa 
A noite é linda, así como tu sonrisa 
O tu espacio em meio à brisa 
Solo quiero ser tu amiga 
Pra que tanta preocupação?

Tá certo, eu protesto 
É meu jeito, confesso
O que é intenso, eu curto
Porque o tempo é justo
E o futuro é incerto

Eu não me assusto fácil
Nem me surpreendo no ato
Porém adoro um pacto
E rejeito um beijo flácido
Ou um abraço estático

Ei, fale menos, ok?
Não subestime o meu francês
Não se sinta tão importante
Não apresse o elefante
Seu ego cega, eu sei

Agora é minha vez  

Só quero cumplicidade
Carinho de verdade
Convites sinceros
Bate-papos austeros
E segundas-feiras em liberdade

Se você dá conta, daí eu não sei


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema:

Israeli artist Know Hope was recently in NYC where he had a small solo show during Scope Art Fair. The other day he teamed up with NYC based artist Aakash Nihalani, and the duo worked on this lovely collaborative mural. Know Hope’s simple illustrative style worked super well with Aakash clean geometrical elements, especially combined with the bright colored wall they picked. The result is this simple and very effective piece showing flock of birds flying inside and out of the wall.

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[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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