Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[No travesseiro]

No travesseiro
Palavras abafadas
Dançam sortidas

De madrugada
Será que foram sonhos?
Palavras ditas

Foram sussurros
Ou palavras choradas
Palavras tantas

Dos sonhos que não sonhei
Das letras que li
Promessas que escondi

Talvez eu queira
Ser palavra mofada
Ser Monalisa

Palavra ardida
Decapitada por mim
Engolidas, sim

Promessas sem fim
Sorriso inacabado
Sonhos de cetim

Jardim etéreo
Palavras que florescem
No travesseiro

Sabe o que eu quero?
Dormir a noite inteira
Te sentindo em mim

Imaginando
Cada toque na pele
Cada palavra

Cada sussurro
Que você sopra em mim
Guardo comigo

Pra minha coleção
De palavras sortidas
No travesseiro

Cada palavra
Que entra no meu sonho
Conta uma história

Te sinto quente
Desdobrando sorrisos
Respirando em mim

Vem, dorme agora
Que não chove lá fora
Só na memória

Primeiro beijo
Tinha chuva, tinha sol
Tinha desejo

Sabe o que eu quero?
Quero você só pra mim
A meu critério

Prometa agora
Com todas as palavras
Inundar meu ser

Então você diz:
— Segunda-feira chegou…
— Ri, Monalisa!

Fale comigo
Amasse meus cabelos
No travesseiro

Tire meu tédio
Ame cada sonho meu
Durma comigo

Não é castigo
É palavra ardida
No travesseiro


by Tina Teresa

Loading spinner

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Mais poemas

01JUL2013

[Marionete]

Retalhos vividos, memórias tímidas Fale baixo, aqui no meu ouvido Embale minha poesia única Fale uma letra de música colorida  Cada cor que meu cérebro promete Traz dó, traz dor, traz pó Do pó ao poema, ao dilema À carta que você me escreve  Qualquer que seja o pranto Teu nome em minhas costas Assombra […]

24JUN2013

[Mais um dia a menos]

Segunda-feira acordou vazia Sem presença, sem sentença Mas cheia de memórias Cheia de bom-dias Ontem foi um dia a mais Hoje é mais um dia a menos Quando menos é mais Um pouco mais nunca é de menos Um pouco de história nunca é demais E um futuro incerto nunca é de menos Será que […]

17JUN2013

[Chuva Prata]

Não tinha motivo para não ir, mas rolava um receio, um aperto no estômago, não tinha explicação.  Desculpas pra ficar surgiam a todo instante. A chuva poderia ser a culpada. A pontinha de dor de cabeça, também. Assim como o trânsito, a preguiça, o desconforto no pescoço, a vontade de ficar debaixo das cobertas assistindo […]

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address