Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

  • [Segunda-feira traiçoeira]

    [Segunda-feira traiçoeira]

    Deu raiva sim
    Não sou fantoche
    Olha pra mim
    Olha aqui no meu olho
    Não foge não
    Tenho ascendente escorpião
    Tenho fogo no ventre
    Então não me atente
    Não me sugue
    Não me use
    Conheço o refrão
    Já é outro dia
    Mas a melancolia
    Ainda me aperta
    Aqui debaixo da coberta

    Deu raiva sim
    Eu devia ter contado
    Que aquele retalho rasgado
    Era meu coração
    Batendo abafado
    Na tua solidão

    Deu raiva sim
    Deu raiva de mim
    Deu raiva da tua amargura
    Da tua falta de compostura
    Do tempo que não cura
    Do abraço esquecido
    Do choro engolido
    Do final feliz prometido
    Da segunda-feira perdida
    Da paz desiludida

    Deu raiva sim
    Não porque eu quis
    Apenas porque sim
    Todo abandono
    Tem ônus e bônus
    Todo caminho
    Tem um pouco de espinho
    Todo beijo tem sangue
    Todo sexo range
    E a segunda-feira
    Pode ser traiçoeira

    Deu raiva sim
    De te esperar na calçada
    Com as pernas cruzadas
    Carregando saudade
    Dentro de mim
    Eu nem queria
    Tanta folia
    Mas mesmo assim
    Acatei teu pedido
    Sussurrado no ouvido
    Matei teu desejo
    Pra ganhar aconchego
    E perdi o freio
    Teu peso em mim

    Deu raiva sim
    Mas logo passa
    Toda chuva acaba
    Todo tudo
    Também é nada
    Talvez eu seja mimada
    Mas confesso
    Me sinto usada
    Quando você não me abraça
    Ah, segunda-feira ingrata

    – 

    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    dynamic, typographic graffiti artwork by DAKU ‘time changes everything’ visualizes the passing of the day through an interplay between light and shadow, using the source of the sun as a catalyst for creative expression.

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  • [Ainda lembro]

    [Ainda lembro]

    ainda lembro como se fosse ontem
    música alta, perfume surrado, quase de porre
    ainda lembro cada gargalhada
    come se fôssemos nobres

    lembro de cada palavra trocada
    que trocávamos e tentávamos nos entender
    e de cada passo trançado que trançávamos,
    tentando nos dissolver…

    ainda lembro da gente
    no meio de tanta gente estridente
    lembro como se fosse presente
    lembro de você ser meu presente

    um presente que ganhei
    do universo latente
    um presente sorridente
    que me fez adolescente

    lembro do teu abraço frágil
    e do teu sotaque mágico
    véspera de feriado
    minha mente perdida no espaço
    ou na falta de espaço que havia
    entre o nosso beijo e a nostalgia
    entre a minha promessa e tua despedida
    entre as mentiras frívolas
    e as verdades tardias  
    lembro da noite e do outro dia

    ainda lembro do que não fizemos
    e do que não dissemos
    ainda lembro do porão escuro
    onde guardei meu orgulho
    e deixei o mundo todo me engolir
    de corpo e alma eu mergulho
    na ternura do teu abraço
    na segunda-feira eu disfarço
    e a cada dia mais eu te trago
    pro meu refúgio de amores raros

    já tentei fugir, mas agora eu encaro
    todo transe, todo medo, todo desapego
    toda dúvida, toda dívida, toda vertigem perdida
    eu encaro toda distância adormecida

    ainda lembro como se fosse ontem
    tão leve, tão entregue
    você apareceu como se fosse hoje
    e me amou como se fosse sempre 

    nunca me senti tão protegida
    nunca pensei que fosse só encanto
    nunca pedi que você fosse tudo
    nunca achei que tudo fosse vida

    ainda lembro como se fosse ontem
    comecei a te amar quando te vi
    quando o tempo parou, adormeci
    e no meu sonho eu te sigo
    e te sinto, tão lindo, num lampejo    
    será que você vai me encontrar
    pode vir, não tenha medo
    será que você vai me achar
    aqui pra onde eu vim?


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Another ballon girl ❤️🎈 Ink and watercolour art by @mister_everybody

    **

  • [Foi culpa da lua]

    [Foi culpa da lua]

    Your voice broke my monday
    De trás pra frente
    Surpeendente
    Meia-noite, um pouco antes
    Tua voz me tateava
    E a lua sussurava
    Enquanto a chuva repousava
    Na curva do teu beijo
    Eu deixo
    Que a segunda-feira comece devagar
    Pra eu sonhar
    Com teu abraço apertado
    Depois de tantos flertes velados
    Foi tudo culpa da lua
    Quando me dei conta
    Eu já estava nua
    Agora sim
    A lua sorriu pra mim
    A lua já sabe
    A rota da minha boca
    Na madrugada cabe
    Tire a roupa
    Desarme
    Teu charme
    Me chame de louca
    Ou não
    Deite na minha cama
    Ou no chão
    Derreta-me
    Até a luz do abajur
    Se confundir com o raiar do dia
    E volte
    Entre sem bater
    E não me solte
    Até a segunda-feira amanhecer  


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Sob o nome artístico Aquasixio, Cyril Rolando é um artista francês cujo trabalho gira em torno do aspecto emocional dos seres humanos e as cores da vida, com pinturas que refletem um mundo mágico equilibrado entre a fantasia e o surrealismo inspirado em Tim Burton e Hayao Miyazaki. “Eu gosto do absurdo, da criatividade e dos universos encantadores, onde as cores trazem milhões de sorrisos ou milhões de lágrimas.”

    **

  • [Behind the door]

    [Behind the door]

    Eu me despedacei
    Pra te ter inteiro
    Machuquei
    Meu ventre feio
    Segunda-feira abissal
    Você não veio
    Não me leve a mal
    Me leve pra casa
    Não diga nada
    Me traga um copo
    Bem cheio
    Daquele whisky infernal
    Com gosto de pântano
    E deixe num canto
    Pra eu bebericar
    No teu colo
    Enquanto eu me colo
    E esfolo
    Meu corpo insano 
    Sem cerimônia
    Nessa tua parcimônia
    Que me dá desprezo
    Segunda-feira
    Eu tenho medo
    Teu gozo
    Minhas veias
    Tua insônia
    Minha cama
    Que desperdício
    Você é meu vício
    Por que você não me chama?
    Por que você não me escuta?
    Eu falo baixinho
    Eu falo com os olhos
    Falo mentiras curtas
    Enquanto cubro os seios
    Falo frases inventadas
    Quando a sinusite ataca
    Eu falo de menos
    Porque te quero demais
    Onde estão as promessas vazias
    que você não dizia?
    Não me deixe assim
    De olhos abertos
    Behind the door
    Eu quero teu sexo  
    Só porque já sei de cor
    Não me deixe assim
    Sem nexo
    Teus solos de guitarra 
    Ainda ecoam dentro de mim
    Perdidos aqui no meio 
    De um vazio tão cheio
    porque você não me agarra
    Você não sabe de nada
    Eu me despedacei
    Pra te colar em mim
    Mas a segunda-feira não veio 

    – 

    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: “the entry way”, 

    a piece from the series ‘art of living’ from photographer gray malin who has conceptualized an iconic selection of mid-century modern furniture set atop a reflective mirrored platform — refracting an abstract tableau of both the pieces, and the surrounding landscape in the pristine turquoise waters of french polynesia. By situating stylized interior design elements in an unexpected outdoor setting, the series places natural and manmade beauty side-by-side, asking viewers to interpret the art of design in a new way.

    **

  • [Encontro]

    [Encontro]

    Toda vez que a gente se encontra
    tem sido assim
    Você sóbrio na sombra
    E eu perdida dentro de mim 

    Toda vez que a gente se encontra
    meus cabelos dançam revoltos
    tentando esconder, em ondas
    um largo sorriso no meu rosto

    Toda vez que a gente se encontra
    os aromas do meu corpo
    sobrevoam a segunda-feira
    enquanto você me desmonta

    Parece que você sabe
    meu lado avesso derrete
    quando nada mais me cabe

    Parece que você se diverte
    minha risada se espalha
    quando teu verso se repete

    A ordem não importa
    A noite não tem volta
    nem as voltas
    que você dá em mim
    quando eu volto e te olho assim
    toda vez que a gente se encontra
    segunda-feira sem fim


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: beautiful juxtaposition on a seashell by Erzsebet Nagy Saar, un talent curieux qui se livre à des expérimentations de matière et de composition.

    Ces quatre collages de la série Nautilus en sont un bon exemple. Les petites créatures lovées dans la nacre sont comme des petites sirènes dont la beauté mystérieuse nous captive…

    **

  • [Crystals]

    [Crystals]

    Maybe it’s for a reason
    or just a season
    a premiere
    I don’t care

    Maybe it’s me
    ou talvez você
    Talvez seja o aqui
    ou o porquê

    Talvez o tempo
    afiando os dedos
    sem medidas
    sem sorteio

    Segunda-feira é meio
    sem motivo, sem sustento
    um pouco tonta
    cabeça oca
    Talvez eu lhe convide
    por puro clichê

    Mas não, não decline
    A noite é um crime
    Talvez eu faça um regime
    uma regra nova
    nada importa
    tudo pode
    feche a porta
    enconste os sapatos
    me dê um abraço
    saia da vitrine
    talvez eu grite
    ou apenas sublinhe
    seus elogios vazios
    talvez serenity
    talvez sombrio
    between my crystals
    inside my asylum
    lá fora faz frio
    e aqui dentro
    seu vento pálido
    me dá arrepios

    Talvez de novo
    Seu colo, meu fogo
    Segunda-feira eu jogo
    Suas roupas no chão
    Meu casaco nos ombros
    E parto sem fiasco
    Não reclame
    Talvez o acaso
    dê uma volta
    de salto alto
    and maybe…
    just maybe…
    talvez eu ame


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: Crystals” by independant French artist from Lyon Beatriz Mutelet.

    **

  • [Rest]

    [Rest]

    Let me rest
    On your nest
    Let me test
    Teu suor
    No more
    On my chest
    I’ll do my best
    Nothing more
    Nothing left
    Monday asks
    Why confess
    Let me rest
    Let me be
    So fast
    Let me see
    Teus pés
    Sem viés
    Deixe o resto
    Pro universo
    Deixe-me do avesso
    Sem freio
    No meio
    Nem bonito nem feio
    No infinito
    Sem receio
    Já é segunda-feira
    Acho que acertei em cheio


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: “Let
    me rest”, quick sketch by Qinni

    **

  • [Perfeitamente imperfeito]

    [Perfeitamente imperfeito]

    Você me pegou no pulo
    Bem no meio do absurdo
    Você me pegou no susto
    Não disse nada
    Seguiu o curso
    Sem pudor nem rodeios
    Sem começo, sem fim
    Apenas meios
    Entremeios
    Entrelaços
    Amassos
    Entre passos
    E descompassos
    Entre conversas dispersas
    Segunda-feira inversa
    Vinho tinto no vestido
    Sapato jogado no sofá
    Recorte e cole minha roupa
    Onde você quiser colar
    Eu sei que você já sabia
    Antes na medida do que perdida
    Você me pegou no pulo
    Bem quando eu deixava o casulo
    Você me pegou no ar, eu estufei o peito
    Tudo ficou parado no tempo
    Por um momento sem defeito
    Perfeitamente imperfeito


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    with a keen eye for fashion and a strong sense for the history of high style, taiwan-based photographer and art director ​ajax lee has ‘flattened’ a series of iconic outfits into seemingly 2-dimensional compositions. nine famous ensembles — designed by the likes of christian dior, issey miyake, viktor & rolf and yves saint laurent — are reimagined as ‘paper doll’ clothes, propped up and positioned against live models.

    ** 

  • [Corda]

    [Corda]

    Fala pra mim,
    pq vc me deixa assim
    de molho, de olho
    segunda-feira escolho
    beijo absorto
    chuva lá fora
    teu peso em mim
    agora
    não importa
    me acorda
    sem hora
    me aconchega
    segunda-feira nunca chega
    nunca chega
    sempre mais
    sempre sendo
    sem máscaras
    sem remendo
    Fala pra mim,
    ou melhor,
    não fale nada
    segunda-feira na sacada
    te espero
    te quero
    te abrigo
    dentro do que te digo
    não quero nada especial
    tampouco trivial
    quero água morna
    vem me dar corda
    Etc e tal


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Inka Järvinen is a Helsinki based printmaker, mostly working with serigraphy and stone lithography. Her work usually draws from observations about physical and abstract spaces. She has the urge to depict certain scenarios and states of being. Järvinen is enchanted by the idea of how much can be expressed with how little. Often counter forces and their relation are present in the work.

    **

  • [Semi-precioso]

    [Semi-precioso]

    Nem senti passar agosto
    Justo agosto que é tão longo
    Nem senti o tempo tosco
    Justo quando veio o troco
    Justo agosto, estreito, fosco

    Nem senti a segunda-feira
    daqui do quinto andar oposto
    Nem senti o esforço
    fingers, wrists, neck
    pode apertar, eu gosto

    Espere aí, moço
    Justo agora eu ouço
    e sinto
    seu sussurro no meu rosto
    e finjo

    Justo eu
    que quis tanto, tanto
    apenas um encosto
    pra apoiar o meu pescoço
    no meio do seu alvoroço

    • semi-precioso

    Nem senti passar agosto
    Justo esse mês curioso
    Justo eu, que nem torço
    Pra chuva cessar
    Ou pro filme acabar
    Pois prefiro o infinito
    em alto-relevo
    se desprendendo do meu dedo

    Segunda-feira eu venho
    sem medo

    – 

    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Inlaid with pearls, semi-precious stones, and gold, Macabre Gadgets creates high-relief adornments for your fingers, wrists, and neck. Referred to as “gadgets” by the makers, these bijoux are wrought in Kyiv, Ukraine. Having a marble-like surface similar to Greek statues, coral is predominately used to create these little sculptural forms. Along with plastics, bone, and metals, the coral is pressed into a velvety, creamy consistency. This is done by using chemical solutions on crushed coral, obtained in a way as to not harm the coral ecosystem. The result is the “bonded coral” that then can be sculpted into gadgets. Jewelry pieces have a timeless, classical quality, reminiscent of Gothic church art and architecture. More here.

    **

  • [Between]

    [Between]

    Será que você não percebia
    que tudo o que eu fazia
    era pra te agradar?

    Eu tolerava teu drama
    toda a semana
    até a chuva cessar

    Eu entendia tua angústia
    segunda-feira acústica
    um dia eu cansei de brincar

    Será que você nunca viu?
    A segunda-feira fugiu
    nem a primavera vai voltar

    Eu fazia comida a mais
    deixava teu cantinho em paz
    e você achava espetacular

    No entanto, a confiança
    virou mera semelhança
    eu não quero mais brincar

    Não quero tua hipocrisia
    fazendo de conta que o mundo gira
    ao redor do teu galantear

    Não quero tua consideração falha
    nem tua autoconfiança exagerada
    segunda-feira eu vou relaxar

    Vou trocar a roupa de cama
    tirar o pó da varanda
    mudar o sofá de lugar

    Vou mandar lavar o carro
    jogar fora os velhos cigarros
    eu vou te bloquear

    É uma pena, você não percebia
    agora é tarde, acabou a rebeldia
    nada mais vai estorvar

    Você pode até dizer no que devo pensar
    Você pode falar o que quiser

              … mas suporte o que eu disser
              … porque eu atravessei as aparências

    chegou minha vez de voar

    Muito embora eu fui embora
    a segunda-feira começa agora
    Between my choice
    and my voice
    A vida não demora

              … pode rugir, eu não vou repensar
              … eu não menti, apenas cansei de brincar


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    De Barcelona, Sandra Arteaga cria esculturas com histórias de vida completas. A incrível arte selecionada para este poema chama-se Our spring won’t be back…

    **

  • [Por pouco]

    [Por pouco]

    As paredes, os pés descalços, o asfalto e toda a forma de amar. Os braços abertos a ponto de alçar voo, a ponto de perder o ponto, o ponto de encontro contra o corpo a contraponto, esperando o vento levar. Os olhos cerrados pela luz do sol
    que atravessa a cortina, tão fina, sorriem em sintonia com o abraço apertado e o sussurro abafado da segunda-feira que chega sorrateira e faz o tempo parar.

    Falando em tempo, bom é a gente usá-lo a nosso favor, sem pudor: perder a hora em meio a cabelos, travesseiros e lençóis. Esquecer o relógio e fechar os olhos pra essa aventura embriagada na qual sou tua gata no cio derretendo galáxias a fio. Vem revisitar velhas receitas e criar um novo amor; aproveitar velhos projetos e inventar outro sabor.

    Vem…

    Os chocolates, as músicas, os sonhos, o chão, o abandono, as
    vastas certezas que um dia lhe foram promessas e te transformaram em peças de um quebra-cabeça interno sem nexo até que um boteco moderno mudou teu futuro e te trouxe pro meu mundo. Tudo isso e mais um pouco no meio do meu cobertor roxo e daquele grito rouco, foi por pouco.

    E foi tão louco…


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    artist

    Ana Marietta

    recently spent some time in Kiev, Ukraine, working on her large piece for the

    Art United us

    project curated by Geo Leros, Iryna Kanishcheva and Waone Interesni Kazki. On a beautiful brickwall building she created “El Abrazo del Sosiego” , in hope that it brings color and calm to the city and the many people that walk the busy street its painted on.

    Images © Anton Kuleba

    **

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
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