Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Por pouco]

As
paredes, os pés descalços, o asfalto e toda a forma de amar. Os braços abertos
a ponto de alçar voo, a ponto de perder o ponto, o ponto de encontro contra o
corpo a contraponto, esperando o vento levar. Os olhos cerrados pela luz do sol
que atravessa a cortina, tão fina, sorriem em sintonia com o abraço apertado e
o sussurro abafado da segunda-feira que chega sorrateira e faz o tempo parar.

Falando em tempo, bom é a gente usá-lo a nosso favor, sem pudor:
perder a hora em meio a cabelos, travesseiros e lençóis. Esquecer o relógio e
fechar os olhos pra essa aventura embriagada na qual sou tua gata no cio
derretendo galáxias a fio. Vem revisitar velhas receitas e criar um novo
amor; aproveitar velhos projetos e inventar outro sabor.

Vem…

Os chocolates, as músicas, os sonhos, o chão, o abandono, as
vastas certezas que um dia lhe foram promessas e te transformaram em peças de
um quebra-cabeça interno sem nexo até que um boteco moderno mudou teu futuro e
te trouxe pro meu mundo. Tudo isso e mais um pouco no meio do meu cobertor roxo
e daquele grito rouco, foi por pouco.

E foi tão louco…


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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be panic…
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ilustração deste poema:

artist

Ana Marietta

recently spent some time in Kiev, Ukraine, working on her large piece for the

Art United us

project curated by Geo Leros, Iryna Kanishcheva and Waone Interesni Kazki. On a beautiful brickwall building she created “El Abrazo del Sosiego” , in hope that it brings color and calm to the city and the many people that walk the busy street its painted on.

Images © Anton Kuleba

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
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