Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Pronto. E ponto.]

Se me apronto, é ponto?
Se demoro, comemoro?
Contra-ponto em prantos.
Não, não choro, mas imploro…

… por uma laçada, um alinhavo,
um ponto.
Inacabado, é claro. 

Porque nada nunca está pronto.
 Porque agora eu me declaro…

… amante de retalhos emendados.
Ponto a ponto. Delicado.
De cada lado encontro

caracóis de linhas…

… costurando amores temporários
em corações imaginários.

É tão tonto esse sonho
que padeço pouco a pouco.
Ponto a ponto. Quase pronto.
De pronto.
Segunda-feira eu conto. 

Não me ame sem pesponto,
não me abrace sem moldes,
não me costure sem abraços apertados. 

Só lamento, não aguento.
É um tormento, falei, pronto.
Agora chega?
Teu dedo me dá choque
e teu toque me dá medo,
 teu pelo me acorda
e tua boca me dá corda.

Não, não to morta.
Não me morda.
Pouco importa.
 Giro a chave, fecho a porta
e logo adormeço. 

É só o começo.
Tô toda torta, mas nem ligo.
Sei que apronto, volte logo
que prometo mais um ponto. 

Ou uma massagem.

Teu leito comigo.
Eu consigo.
Teu acordo,
meu abrigo.


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