[Raramente]

As cores
sabem
A segunda-feira
arde
Já não
temo o alarde
Nem o
rufar da tempestade
Tuas cores
me emudecem
A segunda-feira
enlouquece
Os amores
passados padecem
Nossas
verdades futuras florescem
Ou a
gente acerta, ou a gente aprende
Acordes
de amêndoa amarga me rendem
O
silêncio surpreende
Nada mais
me prende
Nem a segunda-feira
nefasta
Nem a
primeira agenda depois da nevasca
Porque
você me basta
Segunda-feira vasta
Fatia de
vida poente
Já me
acostumei com tua casta
Teu
predicado me arrasta
Pra noite
estrelada
E eu fico
assim… atordoada…
Segunda-feira quente…
Indubitavelmente
–
by Tina Teresa | @DiaboliqViolet
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ilustração deste poema: Cores fluorescentes emitidas pelas flores captadas pelo fotógrafo
Craig Burrows, usando uma técnica chamada fotografia de fluorescência visível com radiação ultravioleta (UV), em que é registrada a fluorescência gerada pela UV que incide sobre as flores. “Raramente sei o que esperar de uma flor antes de captá-la no clique. Sou surpreendido por suas cores ou luzes. Cada uma é uma surpresa”, afirma Burrows. “Essas fotos capturam algo que sempre vemos, mas nunca podemos observar”, completa.
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