Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Saudade guardada]

O que faço com a saudade?

Guardo na gaveta…

Deixo no canto da bochecha…

Tranco no armário…

Ou empurro pra segunda-feira?

Não é brincadeira 

To com uma saudade ligeira 

Dessas que deixam a gente de bobeira 

Segunda-feira

Te espero inteira 

Saudade arteira 

Te espero incauta 

Com um lencinho bordado 

Amarrado meio de lado 

No meu abraço apertado 

A saudade me ligou de verdade 

E eu saí correndo 

Ao encontro inusitado 

Deixei o telefone pendurado 

Pra ligação nunca cair

Nem ninguém roubar minha saudade 

Guardada no meu fôlego 

No meu suspiro de choro 

Segunda-feira eu posso

by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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ilustração deste poema: empty phone boxes in black and white by Michael Massaia

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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