Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Se vira]

A gente se vira
Na medida da pedida

A gente se torce
E torce pra dar certo
No meu abraço eu te aperto
No meu colo eu te espero

E te protejo 
Do sol, da chuva, do trovejo
De tudo o que não prevejo
Mesmo que teu tropeço
Te escape do meu beijo

Segunda-feira eu acordei
E não te encontrei aqui
Do meu lado, jogado
Meu amor, vem ser meu rei
Te quero sorrindo
Com o cabelo zoado
Te quero pedindo
Pra eu virar pro teu lado

Meu amor, tentei ser lei
É segunda-feira, eu sei 

Se chover a gente espera
Ou se joga pelas beiras
A gente reinventa uma arandela
Uma calçada, uma ruela 
Uma casinha amarela

A gente se vira
Segunda-feira a gente vira
A página, a lágrima, a formiga

Eu que o diga

Vem deitar na minha barriga
Pra espantar o frio que me intriga

Vem deitar na minha vida
Me tirar da rotina

Tudo bem, a gente se vira
Eu te protejo e você me abriga 
Ou vice-versa 
Não tenho pressa

Na próxima segunda-feira 
A gente faz festa


by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

❢ conheça a autora: about.me
❝ acompanhe, interaja e compartilhe:
Facebook | Twitter | Instagram | Pinterest | Youtube | Flickr | G+

be panic…
panicmonday.com.br
panicmday@gmail.com


ilustração deste poema: reinventing the ubiquitous garden chair, by Bert Loeschner.

**

Loading spinner
[LIVRO]

Versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Leu, sentiu, pensou? Joga uma fagulha nos comentários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address

Mais poemas

  • [compasso alado]

    [compasso alado]

    _ então fica assim não engula as perguntas para seguir em passo nem passe mais um ano descalço engula apenas pra fazer pazes e dar passagem pra segunda-feira que insiste em se atravessar algumas perguntas não sabem esperar outras só amadurecem no estômago  e tem as que pedem tempo e seguem sem alarde sem rótulo…

  • [pluribus]

    [pluribus]

    _ A segunda-feira não chega sozinha Vem carregada de restos do domingo, listas mentais, promessas reaproveitadas, desejos que ainda bocejam com gosto de cozinha Segunda-feira é acúmulo em movimento Um dia que já nasce atravessado por vozes, tarefas, vontades contraditórias Café da manhã com cheiro de tormento Por isso ela assusta e seduz Por isso…

  • [Dezembro]

    [Dezembro]

    Dezembro. A sexta-feira do ano Um mês em combustão lenta que não termina: incandesce Mesmo por debaixo dos panos É quando as promessas ficam com cheiro de papel novo E as pendências querem estacionar no calendário antigo De novo? Dezembro é festa e balanço É febre de fechamento ,é luz piscando antes do corte, é…

  • [Sob a tela da janela]

    [Sob a tela da janela]

    Sob a tela da janela A viagem segue lenta A paisagem acalenta O céu esquenta o coração   O tempo dobra os quilômetros Costura nuvens e estradas Cada olhar encontra pouso Cada pausa vira mirada   Na imensidão   Sob a tela eu ensaio Um passo enfadonho Talvez um sonho Um recomeço, um pouco  …