Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Silêncio]

Não, eu não sei de nada
Não pergunte se sinto saudade
Não banalize a palavra
Não espere que minha liberdade
Seja motivo de piada
Minha boca machucada
Falou maldade
E a segunda-feira virada
Brincou com a afinidade
Desculpe, minha mancada
Não era só amizade
Não chore debaixo da escada
Não chame meu nome pela metade
Não me espere até a madrugada
Não minta sua idade
Porque eu não quero saber de nada
Não quero fazer sua vontade
Não quero cama nem roupa lavada
Não sonho intimidade
Nem aguardo com a porta fechada
Eu valorizo a verdade
Mesmo acreditando em conto de fada
Pois pouco importa a realidade
Se a lua me olha na sacada
Se a rua me invade
Não, eu não sei de nada
Foi sacanagem
Não importa se caneca estava quebrada
Não tema a coragem
Nem mantenha sua boca calada
Porque cada palavra vale por toda a paisagem


by @DiaboliqViolet

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[durma até sonhar, viva até acordar…]

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[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
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