Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

poesia autoral

  • [Nexo profético]

    [Nexo profético]

    Não me
    canso de sonhar com você 
    De ouvir
    suas histórias 
    De segunda
    a segunda 
    Regadas a
    saquê 
    Embaladas
    com sushi 
    Temperadas
    com afagos 
    Disfarçadas
    de porquês  

    Não me
    canso de riscar 
    Com meus
    dedos cansados de sono 
    Suas
    tatuagens desbotadas 
    Cheias de
    memórias 
    Rebuscadas
    de vitórias 
    Escondidas
    pela segunda-feira aturdida 
    Que
    insiste 
    Em
    riste 
    Em lhe
    derrubar 
    No meu
    colo 
    Enquanto
    choro 
    E
    aguardo 
    Seus
    olhos nos meus olhos 
    Revelando 
    Sem
    protocolo 
    Que o
    amor persiste 
    Mesmo por
    detrás 
    Do seu
    sorriso triste  

    Não me
    canso de esperar 
    Quando
    você vai revelar 
    Seus
    sonhos mais medonhos 
    Seus
    secretos manifestos 
    Pra eu me
    transformar 
    No seu
    nexo profético 
    E lhe
    fazer voar 

    Poem by Tina Teresa


    ilustração deste poema:

    surreal work of Afarin Sajedi.  

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  • [Morte ou Sorte. Você escolhe]

    [Morte ou Sorte. Você escolhe]

    Você chegou em casa
    E dormiu até o dia seguinte
    Tuas pernas estavam cansadas
    Tua alma estava lavada
    Não era nem dezoito e vinte 

    Pena que na segunda-feira
    Toda a paisagem embebedada
    Na tua ReTina extravasada
    Agora padecia estressada
    Frente à semana iniciada 

    Sabe… toda semana que começa
    pode ser um novo ano novo
    Só depende de você
    E da tua cabeça 

    Sabe… a segunda-feira
    É o réveillon da semana
    Ela parece que te incendeia
    Mas apenas te chama
    Pra uma nova trama 

    Ela te desafia
    Pra você provar que pode
    Ela te desequilibra
    Pra você mostrar que se esquiva
    Das pedras, dos caminhos tortos
    Das linhas tortas
    Das guias falsas
    Das falas mortas
    Dos passos incertos
    Dos versos céticos 

    A segunda-feira é a morte
    Que te mostra a vida
    Por pura sorte

    Poem by Tina Teresa


    ilustração deste poema: “The Last Embrace” by Laurie Lipton.    

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  • [Réveillon]

    [Réveillon]

    O ano passou num segundo
    E terminou numa Segunda
    Só pra eu ficar moribunda
    Escondida no meu próprio mundo 

    Todo ano eu faço um novo plano
    E sonho com novas Segundas
    Pra inundar meus oceanos
    Antes que eu me confunda 

    Pode vir, réveillon
    Na próxima Segunda eu me entrego
    Aos teus mistérios 

    Enquanto confesso
    Alguns impropérios
    Escondidos no coração 

    Pode vir, não tenho medo não
    Te venço no cansaço
    Na luta de braço
    Na rabeta do avião

    Poem by Tina Teresa


    ilustração deste poema: Stripes’ by Olga Zavershinskaya.

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  • [Asas invisíveis]

    [Asas invisíveis]

    Interessante seria
    Se asas eu tivesse
    Pra sair da monotonia
    E pairar pelo mundo
    Por apenas um segundo
    Sem controvérsias 

    Por um instante eu pediria
    Asas invisíveis
    Pra voar a segunda-feira embora
    Antes da aurora
    Pra sobrar só nostalgia
    Sem demora

    Poem by Tina Teresa


    ilustração deste poema:

    drawing by Zach Tuinman.  

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  • [Sorte inventada]

    [Sorte inventada]

    A chuva cai lá fora
    Mas o gosto do cabo do guarda-chuva
    Permanece na minha boca
    Enquanto minha voz rouca
    Amaldiçoa a segunda-feira imunda
    Cuspindo impropérios, muito embora
    Já morri agora
    Já nadei nas ondas dos meus cabelos
    Que estouram na praia das memórias
    Foi-se o passado
    Foi-se o castelo
    Já enxuguei o flagelo
    E calcei novos chinelos
    Já perdi meu norte
    Inventei a sorte
    E dancei pra morte

    Poem by Tina Teresa


    ilustração deste poema: staring at sea by Caia Koopman – The Umijoo Project

    s the wondrous tale of a young girl who, with the help of a little magic, journeys underwater to learn about the dangers facing our ocean directly from the creatures that call it home. The story endeavors not just to entertain, but to educate, enlighten, and inspire! Written by ocean conservationist Casson Trenor, it is intentionally crafted to resonate with all ages.

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