Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Véspera mortal]

Todo salto é mortal
Se a segunda-feira for imortal
Se a ladeira for imoral
Se o compasso for fatal
Num passo a passo surreal 

Todo vasto é sepulcral
Se o asfalto for nefasto
Enquanto a segunda-feira se afasta
De um passado ornamental
E se aproxima do Natal 

Toda desforra é sem sal
Se o alvo não for salvo
Da segunda-feira letal 

Todo dia vira nostalgia
Quando a penúltima segunda-feira do ano
Cai justamente na véspera de Natal

Poem by Tina Teresa


ilustração deste poema:

artwork by @nicolerifkin in @theartidote.  

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versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

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