Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

[Entre nós]

Eu quero um romance

Você solta uma piada

Eu volto a página

Você diz que não foi nada

Me visto de mulher

Você se faz de menino

Eu guardo minha infância

Você se mostra mais criança

Um cinema…
Um poema…

Eu apago a luz

Você acende o abajur

Meus olhos abertos

Sono batendo

E você na página cinco

Minto, nem sei.

Decoro o seu ‘Bom dia, Amor!’

Você desatento cruza a porta

Eu sei o seu dia

Eu conheço o seu perfume

Eu traço o seu traço

Eu te acordo com os meus abraços…

Segunda-feira eu passo

Você corre para o ataque

Você aumenta as desculpas

Desenha a saudade
e pinta os meus beijos

Descobre as minhas lágrimas,
 mas cuida dos meus medos…

Se eu procuro uma sexta

Você torce pelo domingo

Sofá, futebol, Playstation…

Mas, se eu vejo um filme mais de uma vez

Se eu acredito nas estrelas

Se o pôr-do-sol se faz de bonito para nós

Se as margaridas têm mais bem-querer
 do que qualquer outra coisa…

Eu sei que vejo em cores,
 o que você imagina em P&B…

Não há almas gêmeas.
 Existem almas que se entendem…

E (não) gemem por pequenos detalhes.
 Nós dois assim meio ao avesso:

ao meu gosto
ao seu pitaco

ao meu cheiro
ao seu prazer

entre nós. 


by @DiaboliqViolet

Loading spinner

[durma até sonhar, viva até acordar…]

Mais poemas

06AGO2012

[Fim de semana na cama]

Comida, TV, literatura, sexo. Conversa, conexão, troca, nexo. A ponto de querer saber e contar tudo. Abordagens, vínculos, interação, papo perplexo. Parceria, cumplicidade, desejo, beleza, alegria. Inteligência, sinceridade, cuidado, reflexo. Emoções nada racionais: sedução, surpresa. A ponto de não importar mais nada. Gentileza? Sol lá fora, calor aqui dentro, não leve embora meu pedaço azul […]

30JUL2012

[Leviandade]

É, eu sei que sou séria quando quero, o problema é conseguir ser séria em momento lúdico, em que o perfume que ele usava, para que todos sentissem, não estava sendo sentido por outra pessoa naquele momento a não ser por mim. Leviandade? Pode ser. Mas… Se a gente nunca se esquece de andar de […]

23JUL2012

[Silêncio]

Não, eu não sei de nada Não pergunte se sinto saudade Não banalize a palavra Não espere que minha liberdade Seja motivo de piada Minha boca machucada Falou maldade E a segunda-feira virada Brincou com a afinidade Desculpe, minha mancada Não era só amizade Não chore debaixo da escada Não chame meu nome pela metade […]

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
Invalid email address