Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

  • [Skazi]

    [Skazi]

    Eu nunca imaginei que veria seus olhos se fecharem para
    sempre

    Tampouco imaginei que o imbróglio no meu estômago seria
    coerente um dia

    Ah, um dia
    Um dia eu sonhei que você corria
    Enquanto meu coração te acolhia

    Um dia eu olhei para o céu
    Enquanto você dormia

    E lembrei cada folia, cada aventura, cada revelia
    Como quando você se escondia
    Ou só fazia de conta que fugia
    De mim, da cortina, dos fogos de artifício, daquela guria…

    Eu lembrei do conforto que você me trazia
    E ainda traz
    Eu lembrei do teu passo voraz
    E do teu beijo fugaz
    Nos meus dedos nus
    Enquanto o céu azul
    Invadia teu sorriso largo
    Ah, como eu sinto falta do teu abraço
    E do teu pelo macio dourado
    Com cheiro de capim molhado
    Lá de cima do terraço

    Como eu sinto falta da tua voz
    E dos teus sussurros
    Pois é, eu ainda te procuro
    Eu te vejo em cada canto
    Em cada pranto
    Em cada carro
    Em cada sábado regado a cerveja e cigarros
    Em cada segunda-feira que começa cheia de erros
    Em cada momento efêmero
    Em cada tropeço, em cada recomeço
    Cada vez que me esqueço
    Do teu endereço

    Eu ainda te procuro
    No meu lado obscuro
    Enquanto olho por cima do muro
    E me perco no filme em cartaz
    Ah, Skazi, eu te juro
    O que sinto por você é o amor mais puro
    E mesmo que a saudade esprema meu coração duro
    Agora estou em paz


    Para Skazi (cachorro do meu marido), 

    2004  2017, in memorian.

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: photo by Rubens Heusi.  

    **

  • [Samba no céu]

    [Samba no céu]


    Eu não sei onde, nem quando e
    nem como nos perdemos

    Sei que não foi quando
    eu me senti injustiçado e quis trocar de escola
    Também não foi quando
    me levou pra tirar foto no rebocador
    Também não foi quando
    eu cismei de fazer natação com Lelinho

    Não foi na Copa de 82
    Não foi

    Não foi quando saímos
    juntos no Bloco do Beco da Dona Gilda (de pijama e na chuva)
    Nem quando saímos
    juntos no Cartola de Prata (com uma fantasia arranjada em cima da hora)
    E tampouco nos blocos
    de sujo na rua da rodoferroviária

    Não foi quando me
    levou pra ver os jogos no CAP
    No Seleto
    E na Estradinha

    Também não foi quando
    me deu uma chuteira nova
    E ficou gritando no
    alambrado do Rio Branco
    Pra eu não subir e
    guardar posição pro ponta esquerda não ficar “nas costas”

    Não foi quando fui
    estudar em Curitiba
    Nem quando fui fazer
    Engenharia em Ponta Grossa
    E tampouco quando
    voltei pra Curitiba pra cursar Direito
     

    Não foi nos bailes de
    carnaval no Seleto
    (Quando ele cuidava de
    mim e dos meus amigos p
    ra gente não entrar
    em confusão)

    Também não foi quando
    fui morar em Guaratuba
    E nem quando mudei pra
    São Paulo
    Certamente não foi

    Não foi quando ele me
    disse que era São Cristóvão
    (que gostava do Bangu)
    E que futebol era um
    negócio “fácil de falar” e “difícil de explicar”

    Não foi nas viagens de
    carro pra Guaraqueçaba
    Nas férias em
    Balneário, Blumenau ou Shangri-lá
    E nem nos fins de
    semanas no Santa Mônica

    Não foi nas madrugadas
    no porto
    Nem nos eventos com a
    mamãe nos fins de semanas
    Não foi não

    Não foi nos
    aniversários na casa da tia Ivone (único lugar onde eu o via comendo algum
    doce)
    Nem nas festas na
    Varanda do Zacal (onde brincava, cantava e dançava)
    Certamente não foi

    Não foi a doença
    Não foi a distância

    Não foi falta de amor,
    carinho e afeto
    Não foi falta de
    sorrisos e nem de abraços
    Não foi 

    No fundo
    Nós dois sabemos que
    nunca nos perdemos
    Que somos mais
    parecidos que diferentes
    E que um dia
    (Um dia)
    A gente vai se
    encontrar de novo

    Talvez isso aconteça numa segunda-feira
    Talvez numa fronteira entre o aqui e o ali
    Talvez navegando num barquinho de papel…
    Ou numa roda de samba, falando besteiras…
    Fazendo batuque no céu…


    Aspas by Carlos Henrique, colocando na ponta do dedo a
    saudade de seu pai; complemento meu, por conhecer, desde a infância, alguns dos
    caminhos descritos.

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: artwork by Gilles Perez de la Vega.

     

    **

  • [Ventre]

    [Ventre]

    Sabe o
    que acontece
    quando o coração de outra pessoa
    bate dentro da gente?

    A gente sente
    A gente sabe 
    A gente conhece 
    A gente entende 

    A frequência muda quando o outro respira
    Os olhos baixam quando o outro transpira
    E quando o outro simplesmente não te abraça…
    tudo perde a graça
    E quando o outro não te encara….
    mesmo de longe…
    a boca se cala
    E a segunda-feira fica amarga

    Quando o coração de outra pessoa
    bate dentro da gente,
    a vida nunca basta
    o sonho é sempre novo
    e a angústia é partilhada

    A dor é sujeito composto 
    A febre se espelha no outro rosto 
    O pensamento se desprende 
    Enquanto a segunda-feira se rende 

    Quando o coração de outra pessoa 
    bate dentro da gente, 
    o futuro é aflito 
    mas o presente é infinito 
    E o discurso, no susto, 
    às vezes parece restrito 
    Mas o amor é pra sempre 

    Quando o coração de outra pessoa 
    bate dentro da gente, 
    se um fica triste, o outro fica também 
    se um irradia alegria, o outro irradia também 
    se um chora, o outro consola 
    se um prende o riso, o outro faz cócegas 

    Quando o coração de outra pessoa 
    bate dentro da gente, 
    a segunda-feira
    mora dentro do nosso ventre 

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: sculpture by Ishibashi Yui.

    **

  • [Prece]

    [Prece]

    O que
    você decidiu fazer hoje? 
    Daquela
    lista de promessas
    repousando
    na sala de espera…
    Daquela
    vontade secreta
    ainda
    presa no coração…
    O que
    você decidiu fazer 
    com seus
    desejos do último réveillon? 

    De todas
    as suas resoluções,
    qual você
    escolheu realizar hoje?  

    Não
    precisa fazer tudo 
    Mas o
    tudo só começa 
    Depois do
    primeiro passo  

    Você
    escolheria melhor dia 
    pra
    quebrar a monotonia 
    do que em
    uma segunda-feira arredia? 

    Então
    vista-se com seu melhor sorriso 
    Porque é
    hoje, já está decidido 
    Pode ser
    que seja difícil
    E até
    dolorido 
    Mas
    também será divertido  

    Daqui a
    um tempo você
    vai
    agradecer ter começado hoje 
    Faça seu
    momento 
    Ou o
    passado foge 
    Trace seu
    plano 

    R e c o m e c e 

    Faça da segunda-feira uma
    prece 
    Você
    merece  

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema:

    Artwork by Koen Hauser.

    **

  • [Eco]

    [Eco]

    Você se
    perde no meu eco
    Segunda-feira em aberto 
    No
    segundo em que desperto 
    Profundo
    e sem nexo 
    No
    profano do meu sexo  

    Cada vez
    mais perto 
    É só o
    que peço 

    Segunda-feira eu fecho 
    Meu
    abraço convexo 
    No teu
    ponto cego

    Segunda-feira eu descarrego 
    Meu
    pranto intrépido 
    No seu
    colo 
    Enquanto
    te devoro 
    E te
    demoro 
    No meu
    eco rarefeito 
    No meu
    léxico imperfeito 
    Teu
    mérito 
    Meu
    leito  

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: “Labyrinth”, 30×30 Oil on canvas underwater painting from the

    the extremely talented Mark Heine art “Siren” series.  

    **

  • [Amor líquido]

    [Amor líquido]

    Eu choro
    em cor 
    Cada vez
    que você 
    Fala de
    amor  

    Eu lembro
    de cor 
    Cada
    lágrima 
    Em Dó
    menor  

    Eu sinto
    um calor 
    Dentro de
    mim 
    Que
    derrete toda a dor 
    Do meu
    ventre de cetim  

    Eu sinto
    um amor 
    Um amor
    líquido 
    Que faz
    da segunda-feira 
    Um
    arco-íris ensurdecedor  

    Um amor
    infinito 
    Outrora
    aflito 
    No meu
    beijo em flor  

    Então,
    por favor 
    Não seque
    esse pranto 
    Do meu
    recanto 
    Teu amor
    é meu encanto 
    Meu
    arpoador  

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: entre digital art et photographie, l’artiste Slime Sunday fais voyager dans un univers parallèle coloré et abstrait, sublime de créativité. Son compte Instagram regorge de pépites visuelles. À suivre absolument.

    **

  • [De repente]

    [De repente]

    De
    repente 
    Tive uma
    ideia saliente 
    Foi o ano
    novo
    Que
    chegou supostamente  

    De
    repente
    A segunda-feira
    se fez presente 
    Toda
    contundente
    No meu
    beijo independente  

    E então
    de repente 
    Prometi
    amar incondicionalmente 
    E
    viver paulatinamente 
    Prometi
    agradecer veementemente 
    E ouvir
    cada repente  

    Segunda-feira a gente sente
    Que o
    réveillon é convalescente 
    E que
    assim do nada, de repente
    Já é ano
    novo novamente 
    E já é
    hora de cumprir promessas 
    E digerir
    todas as pressas 
    Todas as
    arestas 
    Todas as
    festas  

    Se a segunda-feira
    é eloquente 
    Quero
    padecer paulatinamente 
    No teu
    colo confidente 
    Quero
    descobrir teu ascendente 
    E deitar
    paradoxalmente 
    No teu
    leito entorpecente  

    Tudo
    assim, simplesmente de repente…

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema: photographer Elspeth Diederix captures everyday objects and moments in a surreal light.

    **

  • [Impropérios]

    [Impropérios]

    Eu acho
    um exagero
    quando
    você chega a esmo 
    falando
    redundâncias 
    pelos
    cotovelos  

    Parece
    que falta tempero 
    ou sobra
    desespero 
    quando
    você inventa motivos meus 
    para
    anular os erros teus  

    Mas o
    pior de tudo 
    são os
    impropérios 
    esses insultos gratuitos 
    escondendo refúgios 
    jogando pesadas
    mazelas 
    nas
    minhas costelas 
    segunda-feira intrépida 

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet 

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    ilustração deste poema: draw by 

    Gretchen Lewis Art.

    **

  • [Casamento]

    [Casamento]

    Lá fora, é só mais uma segunda-feira
    Mas não
    aqui dentro
    Porque o
    relógio bate mais lento 
    Aqui no
    meu peito 
    E a cada
    segundo me atento 
    Ao seu
    movimento 

    Lá fora,
    a segunda-feira chora 
    Mas não
    no meu firmamento  
    Porque
    você nunca demora 
    Nem no
    tempo
    Nem no
    agora  
    Você
    nunca vai embora 
    Nem no
    poente
    Nem na
    aurora 

    Para
    tudo 
    Me
    devora 
    Me
    decora 
    Sem
    fuso 
    Sem
    hora 
    Me
    desposa 
    Me namora  
    Me
    liberta 
    Desta
    caixa de Pandora 
    Me
    levanta na sua teia 
    Me deixa
    prosa 
    Me
    narra 
    Me
    agarra 
    Na segunda-feira
    a gente se casa 

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema:

    Michael Vincent Manalo 

    – Artworks

    **

  • [Absurdamente perfeito]

    [Absurdamente perfeito]

    O amor
    invadiu a segunda-feira 
    E trouxe
    do limbo uma nova certeza 
    O amor
    transformou a flor mais feia 
    Em luz,
    ardor e cor que incendeia  

    O amor
    acordou zonzo 
    Transfigurado
    em panaceia 
    O amor
    acordou pronto 
    Surpreendendo
    a plateia  

    Ai, amor,
    por favor
    Por onde
    você andou 
    Por que
    me fez esperar tanto 
    Por que
    me fez sentir o pranto 
    Pra só
    depois tirar a dor?  

    Por que
    você tantas vezes se disfarça 
    E faz a
    gente ficar sem graça 
    Fazendo
    planos profanos 
    Atrás de
    compromissos suburbanos?  

    Ai, amor,
    você me acordou 
    Com uma
    paisagem encantada 
    Na minha
    manhã ensolarada 
    Você me
    mostrou 
    Que a segunda-feira
    fechada  
    Também
    pode virar balada 
    E que meu
    choro absorto 
    Pode
    servir de conforto 
    Pro seu
    colo torto  

    Ai, amor,
    você pintou 
    A parede
    da minha rua 
    Pra eu
    desfilar nua 
    Nos seus
    braços largados 
    E
    abandonar os cacos mofados 
    Que me
    marcaram 
    E me
    largaram 
    No seu
    leito 
    Desse
    jeito 
    Um pouco
    raro, um pouco rarefeito 
    Absurdamente
    perfeito  

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet 

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    ilustração deste poema:

    “Love” the work of Michael Owen in Baltimore

    **

  • [Pedra]

    [Pedra]

    Eu me
    deitei no seu leito 
    Recostei
    meu coração no seu peito 
    Respirei
    para entender o seu jeito 
    E deixei
    a segunda-feira tirar seu proveito  

    Eu
    amarrei no seu coração 
    A minha linha-guia 
    E tracei
    na minha mão 
    Uma nova
    sincronia  

    Segunda-feira estou inteira 
    Nos seus
    braços
    Nos seus
    passos 
    Nos seus
    espaços marcados   

    Segunda-feira eu sou a primeira 
    A escavar
    seus buracos 
    A abrir
    seus inchaços 
    A curar
    teu cansaço  

    Sou a
    primeira a lhe amar 
    A lhe
    salvar do apocalipse iminente 
    Do
    eclipse incipiente 
    Do
    paraíso previsível que sua rotina lhe trazia  

    Cheguei
    pra lhe dar fantasias, medos e manias
    Pra
    tornar imprevisível o fim do dia
    Pra
    dormir lado a lado, acordar lado a lado
    Pra ficar
    grudado, sentir saudade e desesperar de preocupação 
    Cheguei
    numa segunda-feira 
    Um pouco
    torta, um pouco inteira 
    Um pouco
    morta, um pouco arteira 
    Pra
    quebrar essa pedra 
    Me
    leva 
    Segunda-feira tem festa 

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet

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    ilustração deste poema:

    Sculpure by Pascale Archambault.

    **

  • [Sintonia]

    [Sintonia]

    Você
    trouxe uma sintonia 
    No meio
    da noite 
    No meio
    do dia
    Uma
    sintonia fina 
    Disfarçada
    de rotina  

    Você
    trouxe uma ironia 
    Pra minha
    segunda-feira vazia 
    Sem cerimônia 
    Sem
    nostalgia 
    Somente
    com um bom-dia  

    Se foi
    desejo ou simpatia 
    Destino
    ou sincronia 
    Acaso ou
    analogia 
    Agora
    minha segunda-feira fria 
    Carrega a
    sua sina 
    Na rima
    dos meus dias  

    by Tina Teresa | @DiaboliqViolet 

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    ilustração deste poema:

    Hong Kong NAP’s URI LED Light Bulbs.

    **

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
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