Poemas contemporâneos sobre relacionamentos, escolhas de vida, comportamentos e aflições do cotidiano. 

  • [Colo]

    [Colo]

    É quando o despertador toca
    Que mais tenho sono
    Que mais quero colo
    Que mais me assolo
    Nos teus braços frouxos
    Dormentes
    Pendentes
    Fingindo loucos
    Infringindo o tempo
    Me dê um beijo
    Me aperte os ombros
    Me prenda os joelhos
    Me roube o fôlego
    Fique mais um pouco

    Segunda-feira eu não resisto
    Eu te deixo dormindo
    E saio de passo em passo
    Mas carrego comigo
    Teu sonho recheado
    Pra eu comer devagarinho…
    Como se tivesse sonhando acordada

    Faço do teu sonho meu presente
    Observo em silêncio
    Sorrisos recentes
    Resgatando histórias
    Que já escrevi
    Disfarço a tempo
    Enquanto contemplo
    Passos marcados
    Que já escolhi
    Talvez um dia você me diga
    O que você realmente sente
    Talvez numa segunda-feira fria
    Você me abrace diferente
    Talvez meu colo
    Seja o teu corpo quente
    Pra onde sigo sem rumo
    …num desmaio…
    E pauso os segundos
    …de repente…
    Pro futuro, de soslaio
    …se esconder no poente


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: painting by @marjoleincaljouw

    **

  • [Assunto inacabado]

    [Assunto inacabado]

    Agradeço o carinho
    e o aperto de mansinho
    na minha orelha
    com teus dedos leves
    deslizando…
    entre a segunda-feira
    e a nuvem passageira

    Agradeço as flores
    sem pudores
    e os beijos no escuro
    aromatizados
    com chocolate amargo
    segunda-feira eu prometo
    te viro do avesso

    Vem jantar comigo, eu pago
    e depois apago
    todos os recados roubados
    da tua prosa cor-de-rosa
    grafada no muro
    do nosso assunto inacabado
    segunda-feira eu furo
    tua agenda lotada
    com minha agonia suada
    te quero puro
    coração batendo seco
    peito fundo
    abraço inteiro
    quanto tempo cabe
    dentro de um segundo?

    A segunda-feira sabe


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: Com a nova câmera D3400 da Nikon, Benjamin Colombel cria esta série que sutilmente entrelaça absurdo, humor e estética. Ora no coração de um deserto urbano fascinante, ora no meio do mar, a jovem das fotos se mostra obcecada por seu smartphone, “celebrando a solidão”. 

    **

  • [Sonífero]

    [Sonífero]

    Não sei ao certo
    Se você me entorpece
    Me transcende
    Ou me encanta

    Não sei ao certo
    O que é certo
    Apenas sinto o mundo parar
    Quando fecho os olhos
    E me entrego
    Dentro do teu abraço apertado

    Não sei ao certo
    Se você me apetece
    Me amolece
    Ou me tranquiliza
    Quando eu adormeço
    Dentro do teu orgasmo cósmico

    Não sei ao certo
    Se o calor da tua pele
    Me cativa
    Me alimenta
    Ou me alucina
    Mas uma música ecoa dentro de mim
    Quando você chama meu nome
    E tua voz muda o tom devagarinho
    Quando você olha pra mim
    E brinca com meus cabelos
    Escondendo meu sorriso
    Entre os teus dedos
    E os meus beijos
    Entre os teus olhos
    E os meus desejos
    Entre a saudade
    E a minha sede
    Entre o teu sono
    E o suspense

    Não sei ao certo
    Como você toma conta
    Da minha mente…
    Mas quando te bebo, o tempo para
    E só o teu mantra destranca
    O nó da minha garganta
    Só tua paz me devolve o ar
    Então sigo calada
    Hipnotizada…
    Pelo teu gosto
    Pelo teu rosto
    Todo teu corpo
    Colado
    No meu corpo
    Gelado

    Não sei ao certo
    Tudo o que quero
    I wanna sit on the couch
    I wanna say some stuff
    And touch you just enough
    Not too much
    Not too hurt
    Monday I wanna flirt

    Não sei ao certo
    Por quê te espero acordada
    Toda nua, toda tua
    Hipnotizada…
    Segunda-feira te respiro inteiro
    Sonho-te em meio
    Aos meus mais belos devaneios
    E durmo mais uma vez
    Na atmosfera do teu sonífero
    Que sobrevoa meu aconchego 


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    “My Love Song” Oil on Canvas by Sarah Stieber Fine Art

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  • [Encontro marcado]

    [Encontro marcado]

    Então eu invento momentos
    Pra satisfazer minha solidão
    Não posso não
    Não passo tempo
    Não peço ao vento
    Lassivos alentos
    Pro meu coração 

    Lentamente lamento
    Segunda-feira eu tento
    Eu invento um romance
    Pra enganar a sorte
    Eu invento uma chance
    Pra sorver um gole
    Do seu destilado batizado   

    Eu jogo o chiclete mascado
    Pra ganhar espaço
    E abro a boca com cuidado
    Pro beijo não sair apressado
    Eu invento um encontro marcado
    Bem na segunda-feira
    Pra esquecer meu domingo gelado 

    Eu escolho meu melhor sapato
    Pra ficar do teu lado
    Eu lanço cores no espaço
    E invento amores abstratos
    Eu solto meus passos falsos
    E salto em passos soltos
    Pra dentro do teu abraço  

    Segunda-feira eu morro
    Nos teus braços nobres
    Te quero louco
    Te quero forte
    Te quero todo
    Comigo ninguém pode
    Por isso eu te invento de novo…

    …de novo e de novo e de novo


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: Photo of marrakech
    medina souk in Morocco
    by KEEP CALM and WANDER

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  • [Breakfast]

    [Breakfast]

    Pra começar: breakfast
    Torradas com manteiga
    Sol nascendo na janela
    Geleia de ameixa
    Edredom azul celeste
    Roupas jogadas na cadeira
    Restos de bebedeira
    Mas de repente, de bobeira
    Na segunda-feira
    Você me deixa 

    Então, querido
    Forget the breakfast
    Just confess
    This was never meant to last
    Guarde o que foi dito
    Não conte os dias
    Não conte os tragos
    Nos teus cigarros amadeirados
    Não conte os abismos
    Nem os eufemismos
    Esqueça as amenidades
    Beirando infantilidade
    It was just a breakfast
    E você não passou no teste

    Por isso te olho de longe
    Enquanto você faz pirraça
    Brincando de esconde-esconde
    Ah, você é tão sem graça
    Eu preparei um banquete
    Mas você tava com pressa
    Não, não enfeite
    Guarde tua promessa
    Pra quando você aprender
    A degustar com sensatez
    E a usar tua inteligência
    Com sapiência 
    E não a seu bel-prazer 

    Guarde tuas palavras 
    Pras tuas noites pálidas
    Guarde tua prepotência broxante
    Pras tuas levianas amantes
    Guarde a tua voz
    Guarde a tua cena
    Guarde o teu papel de otário
    No teu barril de carvalho
    Envelhecido
    E lembre-se de nós

    Que pena

    Guarde o que podia ter sido
    Guarde a tua nostalgia
    Você era o máximo
    E eu era teu sonho tácito
    Mas tudo não passou
    De um café da manhã
    Porque você nem provou
    O prato principal
    Muito menos a sobremesa
    Tinha torta de maçã
    E até cereja no final
    Tinha calda de chocolate
    E vinho importado
    Mas você virou de lado
    Se fez de covarde
    Agora, querido
    O mocinho virou bandido
    Não faça alarde
    Já é tarde
    Segunda-feira arde 


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: embroidered bread slices by

    l’artiste

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  • [Insônia]

    [Insônia]

    Você me acordou com um verso novo
    Um verso questionando o que era o sonho
    Um verso que me abraçou gostoso
    E me girou e me torceu e me virou num oito
    Como se eu fosse uma boneca de pano
    Esperando a segunda-feira 

    Você questiona se o sonho vem por engano
    Leve e livre, sem perguntas ou planos
    E nem se dá conta que essa dúvida
    É só uma pergunta boba
    Que aparece no meio da tua insônia 
    Anunciando a segunda-feira 

    Porque sonho vem de propósito
    Cada vez que fecho os olhos
    E sinto teus beijos guardados
    Aqui no céu da minha boca
    Disfarçados de estrela e saudade
    Adoçados com saquê e liberdade 

    Se o sonho é um lugar sem dono
    Lá a gente faz de conta
    Que ainda é outono
    E que a gente se ama 
    Segunda-feira nos meus braços
    Você encontra o sono
    Segunda-feira eu me entrego
    Pro teu poema cego
    No meio da minha cama 

    Não importa se é super lua 
    Ou se é mistério 
    Não importam os planos nem os desenganos 
    Nas entrelinhas dos meus versos 
    É que falo sério 

    Segunda-feira eu confesso
    Quando você me desequilibra
    É quando mais te quero  
    Feito boneca de pano com as pernas pra cima 
    No meio da insônia, com frio na barriga 
    Entre os desejos que não percebo 
    E dos beijos que não recebo 
    Segunda-feira eu confesso 
    Quando fecho os olhos 
    É você quem eu vejo 


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: “Moonlight” by Claudio Souza Pinto

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  • [Te devoro]

    [Te devoro]

    Há tempos observo
    teus olhares planos
    sempre em busca
    sempre insanos

    Há tempos penso  
    no meu sorriso bobo
    que aparece
    depois da terceira taça
    enquanto você disfarça
    que não é nada
    e me deixa sem graça 

    Entre acordes te conservo
    quando lembro do teu beijo
    faz tempo que te desejo
    um filme qualquer
    que não acaba nunca
    teus beijos na minha nuca
    segunda-feira no teu colo
    um pote de sorvete
    uma playlist alucinante
    que rapidinho eu decoro
    deixa que eu levo o jantar
    faz tempo que te olho
    tem dias que até te adoro
    mas hoje não
    hoje é segunda-feira
    e na segunda-feira eu te devoro


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: “The stragth in me” is a piece of

    the colection “Why should I tell you” by Bushrra Art, who paints hair to present the conection of thoughts, and objects to present the quality what they have as the characteristic of one’s personality. Themes are presented in this way to show that alot of things, facts and objects cause to create a mood, a decission, a personality so not able to understand easily. And most of the time are taken in wrong meaning. So these things elements are not to tell, but to understand with a broader view.

    **

  • [Segunda-feira traiçoeira]

    [Segunda-feira traiçoeira]

    Deu raiva sim
    Não sou fantoche
    Olha pra mim
    Olha aqui no meu olho
    Não foge não
    Tenho ascendente escorpião
    Tenho fogo no ventre
    Então não me atente
    Não me sugue
    Não me use
    Conheço o refrão
    Já é outro dia
    Mas a melancolia
    Ainda me aperta
    Aqui debaixo da coberta

    Deu raiva sim
    Eu devia ter contado
    Que aquele retalho rasgado
    Era meu coração
    Batendo abafado
    Na tua solidão

    Deu raiva sim
    Deu raiva de mim
    Deu raiva da tua amargura
    Da tua falta de compostura
    Do tempo que não cura
    Do abraço esquecido
    Do choro engolido
    Do final feliz prometido
    Da segunda-feira perdida
    Da paz desiludida

    Deu raiva sim
    Não porque eu quis
    Apenas porque sim
    Todo abandono
    Tem ônus e bônus
    Todo caminho
    Tem um pouco de espinho
    Todo beijo tem sangue
    Todo sexo range
    E a segunda-feira
    Pode ser traiçoeira

    Deu raiva sim
    De te esperar na calçada
    Com as pernas cruzadas
    Carregando saudade
    Dentro de mim
    Eu nem queria
    Tanta folia
    Mas mesmo assim
    Acatei teu pedido
    Sussurrado no ouvido
    Matei teu desejo
    Pra ganhar aconchego
    E perdi o freio
    Teu peso em mim

    Deu raiva sim
    Mas logo passa
    Toda chuva acaba
    Todo tudo
    Também é nada
    Talvez eu seja mimada
    Mas confesso
    Me sinto usada
    Quando você não me abraça
    Ah, segunda-feira ingrata

    – 

    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    dynamic, typographic graffiti artwork by DAKU ‘time changes everything’ visualizes the passing of the day through an interplay between light and shadow, using the source of the sun as a catalyst for creative expression.

    **

  • [Ainda lembro]

    [Ainda lembro]

    ainda lembro como se fosse ontem
    música alta, perfume surrado, quase de porre
    ainda lembro cada gargalhada
    come se fôssemos nobres

    lembro de cada palavra trocada
    que trocávamos e tentávamos nos entender
    e de cada passo trançado que trançávamos,
    tentando nos dissolver…

    ainda lembro da gente
    no meio de tanta gente estridente
    lembro como se fosse presente
    lembro de você ser meu presente

    um presente que ganhei
    do universo latente
    um presente sorridente
    que me fez adolescente

    lembro do teu abraço frágil
    e do teu sotaque mágico
    véspera de feriado
    minha mente perdida no espaço
    ou na falta de espaço que havia
    entre o nosso beijo e a nostalgia
    entre a minha promessa e tua despedida
    entre as mentiras frívolas
    e as verdades tardias  
    lembro da noite e do outro dia

    ainda lembro do que não fizemos
    e do que não dissemos
    ainda lembro do porão escuro
    onde guardei meu orgulho
    e deixei o mundo todo me engolir
    de corpo e alma eu mergulho
    na ternura do teu abraço
    na segunda-feira eu disfarço
    e a cada dia mais eu te trago
    pro meu refúgio de amores raros

    já tentei fugir, mas agora eu encaro
    todo transe, todo medo, todo desapego
    toda dúvida, toda dívida, toda vertigem perdida
    eu encaro toda distância adormecida

    ainda lembro como se fosse ontem
    tão leve, tão entregue
    você apareceu como se fosse hoje
    e me amou como se fosse sempre 

    nunca me senti tão protegida
    nunca pensei que fosse só encanto
    nunca pedi que você fosse tudo
    nunca achei que tudo fosse vida

    ainda lembro como se fosse ontem
    comecei a te amar quando te vi
    quando o tempo parou, adormeci
    e no meu sonho eu te sigo
    e te sinto, tão lindo, num lampejo    
    será que você vai me encontrar
    pode vir, não tenha medo
    será que você vai me achar
    aqui pra onde eu vim?


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Another ballon girl ❤️🎈 Ink and watercolour art by @mister_everybody

    **

  • [Foi culpa da lua]

    [Foi culpa da lua]

    Your voice broke my monday
    De trás pra frente
    Surpeendente
    Meia-noite, um pouco antes
    Tua voz me tateava
    E a lua sussurava
    Enquanto a chuva repousava
    Na curva do teu beijo
    Eu deixo
    Que a segunda-feira comece devagar
    Pra eu sonhar
    Com teu abraço apertado
    Depois de tantos flertes velados
    Foi tudo culpa da lua
    Quando me dei conta
    Eu já estava nua
    Agora sim
    A lua sorriu pra mim
    A lua já sabe
    A rota da minha boca
    Na madrugada cabe
    Tire a roupa
    Desarme
    Teu charme
    Me chame de louca
    Ou não
    Deite na minha cama
    Ou no chão
    Derreta-me
    Até a luz do abajur
    Se confundir com o raiar do dia
    E volte
    Entre sem bater
    E não me solte
    Até a segunda-feira amanhecer  


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema:

    Sob o nome artístico Aquasixio, Cyril Rolando é um artista francês cujo trabalho gira em torno do aspecto emocional dos seres humanos e as cores da vida, com pinturas que refletem um mundo mágico equilibrado entre a fantasia e o surrealismo inspirado em Tim Burton e Hayao Miyazaki. “Eu gosto do absurdo, da criatividade e dos universos encantadores, onde as cores trazem milhões de sorrisos ou milhões de lágrimas.”

    **

  • [Behind the door]

    [Behind the door]

    Eu me despedacei
    Pra te ter inteiro
    Machuquei
    Meu ventre feio
    Segunda-feira abissal
    Você não veio
    Não me leve a mal
    Me leve pra casa
    Não diga nada
    Me traga um copo
    Bem cheio
    Daquele whisky infernal
    Com gosto de pântano
    E deixe num canto
    Pra eu bebericar
    No teu colo
    Enquanto eu me colo
    E esfolo
    Meu corpo insano 
    Sem cerimônia
    Nessa tua parcimônia
    Que me dá desprezo
    Segunda-feira
    Eu tenho medo
    Teu gozo
    Minhas veias
    Tua insônia
    Minha cama
    Que desperdício
    Você é meu vício
    Por que você não me chama?
    Por que você não me escuta?
    Eu falo baixinho
    Eu falo com os olhos
    Falo mentiras curtas
    Enquanto cubro os seios
    Falo frases inventadas
    Quando a sinusite ataca
    Eu falo de menos
    Porque te quero demais
    Onde estão as promessas vazias
    que você não dizia?
    Não me deixe assim
    De olhos abertos
    Behind the door
    Eu quero teu sexo  
    Só porque já sei de cor
    Não me deixe assim
    Sem nexo
    Teus solos de guitarra 
    Ainda ecoam dentro de mim
    Perdidos aqui no meio 
    De um vazio tão cheio
    porque você não me agarra
    Você não sabe de nada
    Eu me despedacei
    Pra te colar em mim
    Mas a segunda-feira não veio 

    – 

    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: “the entry way”, 

    a piece from the series ‘art of living’ from photographer gray malin who has conceptualized an iconic selection of mid-century modern furniture set atop a reflective mirrored platform — refracting an abstract tableau of both the pieces, and the surrounding landscape in the pristine turquoise waters of french polynesia. By situating stylized interior design elements in an unexpected outdoor setting, the series places natural and manmade beauty side-by-side, asking viewers to interpret the art of design in a new way.

    **

  • [Encontro]

    [Encontro]

    Toda vez que a gente se encontra
    tem sido assim
    Você sóbrio na sombra
    E eu perdida dentro de mim 

    Toda vez que a gente se encontra
    meus cabelos dançam revoltos
    tentando esconder, em ondas
    um largo sorriso no meu rosto

    Toda vez que a gente se encontra
    os aromas do meu corpo
    sobrevoam a segunda-feira
    enquanto você me desmonta

    Parece que você sabe
    meu lado avesso derrete
    quando nada mais me cabe

    Parece que você se diverte
    minha risada se espalha
    quando teu verso se repete

    A ordem não importa
    A noite não tem volta
    nem as voltas
    que você dá em mim
    quando eu volto e te olho assim
    toda vez que a gente se encontra
    segunda-feira sem fim


    ❝ by Tina Teresa ♥ panicmonday


    ilustração deste poema: beautiful juxtaposition on a seashell by Erzsebet Nagy Saar, un talent curieux qui se livre à des expérimentations de matière et de composition.

    Ces quatre collages de la série Nautilus en sont un bon exemple. Les petites créatures lovées dans la nacre sont comme des petites sirènes dont la beauté mystérieuse nous captive…

    **

[LIVRO]

versos de um réveillon sem fogos

Reúne fragmentos de dez anos de observação: o humor instável da segunda, o peso dos compromissos, o entusiasmo possível, as pequenas esperanças. É um livro feito de começos — não de finais.

Don’t miss out!
Faça da segunda-feira o seu réveillon semanal particular e recomece com poesia: receba os novos poemas do Panic Monday diretamente na sua caixa de entrada e descubra como um pouco de caos pode ser o início da sua melhor versão.
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